Zumbido no ouvido: o que pode estar por trás desse sintoma

Zumbido no ouvido pode ter relação com estresse, ruído e hábitos do dia a dia. Veja quando esse sintoma merece atenção.

24 mai 2026 - 18h00
(atualizado às 18h03)
Zumbido no ouvido
Zumbido no ouvido
Foto: SaúdeLAB

Já percebeu um chiado no ouvido ao deitar para dormir ou ficou incomodado com um apito que parece surgir do nada? O zumbido no ouvido, também chamado de tinnitus, é um sintoma bastante comum.

Apesar de ser frequentemente associado ao envelhecimento, ele também pode aparecer em adultos jovens, especialmente em pessoas expostas a sons altos com frequência.

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Na maioria das vezes, o zumbido não indica uma doença grave. Ainda assim, merece atenção, especialmente quando se torna frequente, persistente ou começa a atrapalhar o sono, a concentração e a rotina.

Por que o zumbido no ouvido parece mais frequente hoje?

A rotina moderna ajuda a explicar isso.

O uso constante de fones de ouvido, a exposição ao barulho das cidades, ambientes de trabalho ruidosos e até o estresse do dia a dia podem contribuir para o aparecimento do sintoma.

Além disso, as pessoas estão mais atentas à saúde auditiva e procuram informação mais cedo quando percebem alterações.

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O que pode causar zumbido no ouvido?

O zumbido não é uma doença, mas um sinal de que algo pode estar afetando a audição ou o organismo. Em muitos casos, ele é temporário. Em outros, pode precisar de investigação médica.

Veja algumas das causas mais comuns:

Exposição a sons altos

Shows, festas, trânsito intenso e fones de ouvido em volume elevado podem prejudicar estruturas importantes da audição e favorecer o aparecimento do zumbido.

Quanto mais frequente a exposição ao ruído, maior tende a ser o risco.

Estresse e ansiedade

Períodos de tensão emocional podem aumentar a percepção do zumbido em algumas pessoas, principalmente quando há dificuldade para relaxar ou dormir.

Além disso, o estresse pode provocar tensão muscular na mandíbula e no pescoço, o que também pode contribuir para o sintoma.

Acúmulo de cera

O excesso de cera pode bloquear parcialmente o canal auditivo e causar sensação de ouvido tampado, redução da audição e zumbido.

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Nesses casos, a limpeza deve ser feita por um profissional.

Infecções e inflamações

Otites e outras inflamações no ouvido também podem provocar zumbido, geralmente acompanhadas de dor, pressão ou secreção.

Problemas de saúde

Pressão alta, diabetes, alterações na circulação sanguínea e algumas condições neurológicas também podem estar relacionadas ao sintoma.

Uso de medicamentos

Alguns remédios podem causar zumbido como efeito colateral, incluindo certos antibióticos, anti-inflamatórios e diuréticos.

Se o sintoma começou após iniciar um medicamento, vale conversar com o médico.

Quando o zumbido merece atenção?

É importante procurar avaliação médica quando o zumbido:

  • persiste, piora ou volta com frequência;
  • vem acompanhado de tontura;
  • causa perda auditiva;
  • atrapalha o sono ou a concentração;
  • surgiu após trauma na cabeça ou no pescoço;
  • acompanha os batimentos do coração.

O especialista mais indicado nesses casos é o otorrinolaringologista.

O que pode ajudar a aliviar o zumbido?

Dependendo da causa, algumas mudanças de hábitos podem reduzir o desconforto.

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Proteja a audição

Evite sons muito altos e use fones de ouvido em volume moderado.

Controle o estresse

Sono adequado, atividade física e técnicas de relaxamento podem ajudar a diminuir a percepção do sintoma.

Reduza excessos

Cafeína, álcool e cigarro podem piorar o zumbido em algumas pessoas.

Evite silêncio absoluto

Ruído branco, ventilador ou música ambiente suave podem ajudar o cérebro a desviar a atenção do zumbido.

Um sintoma que não deve ser ignorado

Muitas pessoas convivem com o zumbido por meses antes de procurar ajuda, principalmente porque acreditam que ele vai desaparecer sozinho.

Embora nem sempre seja sinal de algo grave, o sintoma pode indicar que a saúde auditiva precisa de mais atenção. E, quanto antes a causa é investigada, mais adequado tende a ser o acompanhamento.

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Fonte: SaúdeLAB
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