Já percebeu um chiado no ouvido ao deitar para dormir ou ficou incomodado com um apito que parece surgir do nada? O zumbido no ouvido, também chamado de tinnitus, é um sintoma bastante comum.
Apesar de ser frequentemente associado ao envelhecimento, ele também pode aparecer em adultos jovens, especialmente em pessoas expostas a sons altos com frequência.
Na maioria das vezes, o zumbido não indica uma doença grave. Ainda assim, merece atenção, especialmente quando se torna frequente, persistente ou começa a atrapalhar o sono, a concentração e a rotina.
Por que o zumbido no ouvido parece mais frequente hoje?
A rotina moderna ajuda a explicar isso.
O uso constante de fones de ouvido, a exposição ao barulho das cidades, ambientes de trabalho ruidosos e até o estresse do dia a dia podem contribuir para o aparecimento do sintoma.
Além disso, as pessoas estão mais atentas à saúde auditiva e procuram informação mais cedo quando percebem alterações.
O que pode causar zumbido no ouvido?
O zumbido não é uma doença, mas um sinal de que algo pode estar afetando a audição ou o organismo. Em muitos casos, ele é temporário. Em outros, pode precisar de investigação médica.
Veja algumas das causas mais comuns:
Exposição a sons altos
Shows, festas, trânsito intenso e fones de ouvido em volume elevado podem prejudicar estruturas importantes da audição e favorecer o aparecimento do zumbido.
Quanto mais frequente a exposição ao ruído, maior tende a ser o risco.
Estresse e ansiedade
Períodos de tensão emocional podem aumentar a percepção do zumbido em algumas pessoas, principalmente quando há dificuldade para relaxar ou dormir.
Além disso, o estresse pode provocar tensão muscular na mandíbula e no pescoço, o que também pode contribuir para o sintoma.
Acúmulo de cera
O excesso de cera pode bloquear parcialmente o canal auditivo e causar sensação de ouvido tampado, redução da audição e zumbido.
Nesses casos, a limpeza deve ser feita por um profissional.
Infecções e inflamações
Otites e outras inflamações no ouvido também podem provocar zumbido, geralmente acompanhadas de dor, pressão ou secreção.
Problemas de saúde
Pressão alta, diabetes, alterações na circulação sanguínea e algumas condições neurológicas também podem estar relacionadas ao sintoma.
Uso de medicamentos
Alguns remédios podem causar zumbido como efeito colateral, incluindo certos antibióticos, anti-inflamatórios e diuréticos.
Se o sintoma começou após iniciar um medicamento, vale conversar com o médico.
Quando o zumbido merece atenção?
É importante procurar avaliação médica quando o zumbido:
- persiste, piora ou volta com frequência;
- vem acompanhado de tontura;
- causa perda auditiva;
- atrapalha o sono ou a concentração;
- surgiu após trauma na cabeça ou no pescoço;
- acompanha os batimentos do coração.
O especialista mais indicado nesses casos é o otorrinolaringologista.
O que pode ajudar a aliviar o zumbido?
Dependendo da causa, algumas mudanças de hábitos podem reduzir o desconforto.
Proteja a audição
Evite sons muito altos e use fones de ouvido em volume moderado.
Controle o estresse
Sono adequado, atividade física e técnicas de relaxamento podem ajudar a diminuir a percepção do sintoma.
Reduza excessos
Cafeína, álcool e cigarro podem piorar o zumbido em algumas pessoas.
Evite silêncio absoluto
Ruído branco, ventilador ou música ambiente suave podem ajudar o cérebro a desviar a atenção do zumbido.
Um sintoma que não deve ser ignorado
Muitas pessoas convivem com o zumbido por meses antes de procurar ajuda, principalmente porque acreditam que ele vai desaparecer sozinho.
Embora nem sempre seja sinal de algo grave, o sintoma pode indicar que a saúde auditiva precisa de mais atenção. E, quanto antes a causa é investigada, mais adequado tende a ser o acompanhamento.
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