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Startup brasileira inova ao apresentar primeira arte coletiva em NFT na Assembleia Geral da ONU

O projeto da Sthorm visa arrecadar fundos para financiar projetos científicos

21 set 2021 14h41
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A Sthorm, startup brasileira com sede em São Paulo, inovou no prestigiado evento Blockchain Central UNGA, da Assembleia Geral das Nações Unidas. O laboratório de tecnologia e impacto levou para Nova York, na última semana, o projeto da primeira arte coletiva em NFT. A iniciativa tem o apoio de Ronaldinho Gaúcho e Matt Sorum (ex-Guns N' Roses).

A obra começou com "bloco gênesis", chamado de "White Pixel" (pixel branco), que é o primeiro elemento a compor uma curadoria de obras digitais em diferentes nichos. Juntas, elas integrarão a obra principal: centenas de produções que serão leiloadas ao mesmo tempo, segundo os desenvolvedores informaram ao Cointelegraph.

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"No maior evento de blockchain do mundo, iniciamos um projeto colaborativo único de grande escala que começa da forma mais humilde possível: com um pixel branco em NFT", disse Pablo Lobo, sócio da Sthorm.

O dinheiro arrecadado será usado para financiar pesquisas de outra iniciativa da Sthorm: o Global Pandemic Shield (GPS).

O GPS é uma plataforma de financiamento de projetos científicos que visa prevenir ou amenizar o surgimento de novas ameaças de saúde, futuras pandemias e epidemias, e proteger as populações menos favorecidas.

"A verdade é que não existirá, em um futuro próximo, outra oportunidade para convencer as pessoas que precisamos participar ativamente da construção da ciência. Se quisermos ter acesso a cura, é necessário ajudar a financiá-la. Nesse contexto, o Pixel Branco representa o recomeço pós-pandêmico, uma tábula rasa preenchida de forma coletiva", afirmou Pablo, que também é fundador do GPS.

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Outro projeto da Sthorm envolvido na iniciativa é o Theos.fi, primeiro ecossistema carbono neutro de design tecnológico inclusivo para criadores globais. A ferramenta possibilita aos criadores converterem qualquer tipo de arquivo (mp3, mp4, GIF etc.) para NFT. A plataforma será usada na montagem da obra coletiva e na comercialização dos ativos.

Investimento em ciência

Lobo afirmou que é preciso criar uma nova forma de se investir em ciência, além dos lucros e do financiamento por meio de impostos. Segundo ele, estudos recentes provam que os avanços científicos têm vindo do dinheiro público.

"Só nos Estados Unidos, relatórios mostram que, entre 2010 e 2019, todos os esforços do National Institutes of Health (NIH) para aprovar novas drogas com o Food and Drug Administration (FDA) foram efetuados com orçamento do setor público, arrecadado de impostos. Quem lucra com isso? As mesmas que se livram de impostos de pesquisa e desenvolvimento, as mesmas que recebem dedução tributária em gastos com campanhas publicitárias. Não se trata de um sistema focado na cura, mas na doença", analisou Lobo.

Mariano Hermida, também sócio da Sthorm e fundador do projeto, complementou: "Não nos interessa o lucro astronômico que ativos digitais vêm proporcionando de forma vazia. Queremos canalizar todo esse potencial para dar acesso à saúde, cultura, ciência, tecnologia e inclusão financeira a quem mais precisa ao redor do mundo. É tempo de recuperar o controle de nossa própria saúde. É hora de curar a ciência. É ela quem está doente".

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Em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), a Sthorm arrecadou, por meio da plataforma viralcure.com, mais de R$ 32 milhões para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

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