Assistir a filmes virou uma verdadeira batalha contra as notificações para a nova geração, segundo os docentes. O que deveria ser "a melhor tarefa do mundo" — ver uma obra-prima do cinema — tornou-se, para muitos, uma verdadeira prova de resistência.
Segundo uma investigação da revista The Atlantic, até mesmo na Universidade do Sul da Califórnia, que abriga um dos programas de cinema mais prestigiados do mundo, o professor Akira Mizuta Lippit compara seus alunos a fumantes em plena dependência.
Durante a exibição do clássico A Conversação (The Conversation), de Francis Ford Coppola, o professor havia destacado a importância da cena final. "Basta prestar atenção no final, e eu não consigo nem isso de todo mundo", contou à revista.
O fenômeno, intensificado pela pandemia da COVID-19, parece ter alterado profundamente os mecanismos cognitivos dos jovens adultos. Mesmo em cursos especializados, o espectador atento e engajado vem sendo substituído por um consumo fragmentado.
Malcolm Turvey, diretor do programa de estudos de cinema da Universidade Tufts, observa que quase metade da turma acaba dando olhadas rápidas por baixo da mesa, incapaz de mergulhar totalmente no filme exibido.
Números que impressionam
Os dados das plataformas internas de streaming das universidades confirmam o que os professores já vinham percebendo. Na Universidade de Indiana, ferramentas de monitoramento permitem saber com precisão se o estudante assistiu ao conteúdo solicitado.
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