Em maio, um dólar chegou a valer perto de 500 pesos argentinos.
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O índice atraiu uma onda de turistas de países vizinhos em busca de produtos e serviços.
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Reportagem do jornal uruguaio El País mostrou que excursões vêm sendo organizadas exclusivamente para compras em Buenos Aires e outras cidades argentinas.
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Para os brasileiros, as compras também têm se tornado vantajosas - na cotação atual, um real está na casa dos 53 pesos.
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Uma curiosa postagem refletindo essa situação foi feita pelo perfil "OJovemMochileiro", no Instagram.
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O autor do post, João Pedro Mazzei, fez vídeo mostrando o que conseguiu comprar no país com apenas R$100.
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"Um biscoito waffer, uma caixa de alfajor, 400g de salaminho, 200g de presunto cozido e 200g de presunto pardo. Mais 400g de queijo fatiado, 180g de queijo gouda, 150g de queijo gorgonzola, um pote de requeijão, um pacote de pão, um baguete, duas batatinhas e um refrigerante de um litro e meio", listou o jovem.
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João Pedro ainda acrescentou um vinho na compra, totalizando os R$100.
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Dados oficiais indicam que a quantidade de turistas na Argentina mais que dobrou em relação ao mesmo período em 2022.
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O peso vem se desvalorizando desde 2020, na esteira da crise inflacionária que abarca o país sul-americano.
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Se os turistas enxergam o país como paraíso para as compras, o derretimento da moeda vem produzindo aumento da pobreza da população local.
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Terceira maior parceira comercial do Brasil, a Argentina viu sua inflação superar os três dígitos no início do ano.
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Diante desse cenário, argentinos buscam se desfazer das moedas locais, que têm o valor seguidamente corroído.
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A maioria dos preços de bens e serviços na Argentina está atrelado ao dólar.
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Em 2019, o governo passou a impor limite para a quantidade de dólares que podem ser comprados por um argentino (US$ 200 ao mês).
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A medida fez crescer a venda da moeda americana no paralelo - o dólar blue (cotação que acaba sendo a referência no dia a dia).
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Segundo os especialistas, a principal razão para a espiral inflacionária da Argentina é a quantidade de pesos em circulação.
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Para sustentar suas despesas, o governo de Alberto Fernández passou a imprimir pesos, pois a emissão de títulos não deu conta da necessidade de financiamento.
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A situação chegou a um ponto tão crítico que o Banco Central da Argentina encomendou novas cédulas de casas da moeda de outros países, como Espanha, França e Brasil.
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Em meio a essa crise, a Argentina terá eleições presidenciais em outubro.
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Candidato da extrema direita, Javier Milei tem explorado o incômodo populacional com a inflação prometendo dolarizar a economia e acabar com o Banco Central.
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As pesquisas, porém, têm indicado uma polarização do eleitorado entre situação e oposição conservadora.
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O candidato situacionista é o atual ministro da economia, Sérgio Massa.
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A ex-ministra da Segurança Patricia Bullrich e o prefeito de Buenos Aires, Horacio Larreta (foto), aparecem como os dois candidatos da oposição com chances de vitória.
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