O que é
Sabe aquela pessoa que se comporta como se fosse a última bolacha do pacote? Que age como se estivesse certa sobre tudo? Sempre se julga melhor do que os outros? Pois é, ela provavelmente tem complexo de superioridade.
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Quando é um problema
É comum que a gente se sinta especial. De acordo com um estudo de 2013, a maioria das pessoas se classifica como superior aos outros. Mas quando isso se torna problemático? Identifique os sinais!
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Sinais
Normalmente pessoas com complexo de superioridade tendem a buscar reconhecimento a qualquer custo, sentem necessidade de diminuir os outros, são perfeccionistas, têm dificuldade de receber críticas e mais.
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Sentimentos negativos
Além disso, pessoas com esse complexo tendem a ser invejosas, extravagantes e chamativas; gostam de exibir as próprias conquistas o tempo todo; possuem uma visão distorcida sobre si e sobre suas capacidades e valores.
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Especialista
A psicóloga Larissa Fonseca explica: “O complexo de superioridade é um padrão de comportamento psicológica em que a pessoa desenvolve a crença de que sua importância, conhecimentos, realizações e até as próprias habilidades são superiores em relação aos outros".
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Efeitos
Larissa diz que este padrão de comportamento causa efeitos negativos. “A pessoa com complexo de superioridade necessita de aplausos, elogios e reconhecimento. Isso se torna uma angústia para a pessoa por não obter aplausos o tempo inteiro e gera a dependência de dopamina, que é o neurotransmissor liberado quando somos aplaudidos".
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Inferior
Quem está por perto de pessoas com esse complexo também é afetado. "Conviver com uma pessoa que se acha superior pode diminuir a nossa autoestima e fazer com que a gente desenvolva um complexo de inferioridade", acredita a psicóloga.
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Diagnóstico
O diagnóstico é realizado pela psicóloga ou pelo psiquiatra e envolve uma avaliação da personalidade e do comportamento. Isso inclui uma análise dos relacionamentos, formas de interação, atitudes com os outros e consigo mesmo.
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Aparências enganam
Apesar desse tipo de atitude parecer ser o de uma pessoa bem-sucedida e orgulhosa, na maioria dos casos é uma tentativa de compensação a sentimentos de inferioridade e insegurança.
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Como tratar?
Através da abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental é possível analisar os pensamentos disfuncionais. Na opinião de Larissa, "também é interessante avaliar complexos de inferioridade e baixa autoestima, pois demonstrar superioridade e sentir a necessidade de reconhecimento representam uma disfunção na autopercepção".
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Empatia
"É necessário desenvolver a empatia e a autocrítica. Ou seja, a percepção das atitudes dos outros, conseguir aplaudir a vitória do outro, sem precisar estar sob holofote. Muito do tratamento envolve: permitir que o outro brilhe, esteja no palco e não há nenhuma relação com os próprios feitos", acredita a psicóloga.
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