Antes de completar 92 anos, Iolanda Ribeiro Conti realizou o sonho de concluir a educação básica ao receber o diploma do ensino médio pelo programa Educação de Jovens e Adultos (EJA).
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A cerimônia, marcada por muita emoção, aconteceu na Universidade Guarulhos (UNG) no dia 11 de dezembro.
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A idosa realizou o desejo de aprender a ler e escrever, algo que só começou a concretizar aos 85 anos.
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“Eu queria muito escrever meu nome. Sempre me incomodou não saber ler e escrever. Mas nunca deixei de sonhar e consegui”, disse ela em entrevista ao g1.
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“[…] Temos que correr atrás. Nada é fácil […] Quanto mais se vive mais se aprende. A idade não importa”, pontuou.
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Natural de Piranguçu, Sul de Minas Gerais, Iolanda começou a trabalhar na roça bem cedo, aos 8 anos.
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Ainda na infância, mudou-se para São Paulo sob a promessa de estudar, mas acabou sendo explorada e nunca frequentou a escola.
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Segundo sua filha adotiva, Vera Lúcia, Iolanda precisou trabalhar como faxineira e em lavanderias para criar a família.
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O retorno à escola só foi possível com o apoio da filha, que foi sua grande incentivadora.
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Vera, que é fisioterapeuta, matriculou a mãe no EJA e deixou de atender pacientes no período da noite para acompanhá-la diariamente às aulas.
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“Sempre falou o quanto queria estudar, aprender a escrever e a ler. Foi então que a matriculei numa escola. Ela escreveu o nome dela pela primeira vez aos 85 anos. Foi emocionante”, contou.
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Segundo Vera, a mãe queria aprender ainda mais: “Me senti na obrigação se proporcionar isso e procurei outra com o EJA. Foi quando a matriculei na escola estadual. Ela evoluiu demais.”
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Iolanda destacou que, apesar das dificuldades, nunca faltou às aulas, nem mesmo sob chuva ou frio.
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Além da alfabetização, ela celebrou o aprendizado em diversas áreas, incluindo matemática, e o convívio social com novos colegas.
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A formatura no ensino médio não é o fim da linha. Em fevereiro de 2025, veio a conquista da bolsa integral para cursar nutrição. “Querer é poder. Deus é quem sabe. Mas se consegui até agora, consigo o resto”, afirmou ela.
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“Tem gente que fala que ela está tão senhorinha. Mas se for preciso eu vou com ela nas aulas, vou ajudar porque ela merece. É um sonho que ela tem”, concluiu a filha.
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A trajetória de Iolanda foi reconhecida em uma homenagem na Câmara Municipal de Guarulhos, e passou a ser citada como exemplo de que a idade é só um número.
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