Dormir ouvindo barulho causa problema? Os limites do som para o sono

Dormir ouvindo sons, músicas ou vozes é um hábito comum para muitas pessoas. Em alguns casos, a prática ajuda a relaxar e facilita o início do sono.

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O cérebro, porém, não “desliga” completamente durante a noite. Mesmo dormindo, ele continua processando estímulos sonoros ao redor.

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Sons constantes e previsíveis tendem a interferir menos no descanso. É o caso de ruído branco, chuva ou ventilador.

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Já vozes, diálogos e letras de músicas exigem mais atenção cerebral. Esses estímulos ativam áreas ligadas à linguagem e à memória.

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Por isso, dormir com podcasts, séries ou rádio pode deixar o sono mais superficial. O corpo descansa, mas o cérebro permanece parcialmente alerta.

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Esse estado favorece microdespertares ao longo da noite. Muitas vezes a pessoa não acorda totalmente, mas o sono perde qualidade.

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O volume do som é um fator decisivo. Quanto mais alto, maior a chance de interrupções no ciclo do sono.

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Sons suaves e contínuos costumam ser menos prejudiciais. Eles ajudam a mascarar barulhos externos que poderiam acordar a pessoa. Uma noite chuvosa com barulho da água pode ser relaxante.

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Em pessoas ansiosas, ouvir algo pode reduzir pensamentos acelerados. Nesse caso, o som funciona como uma distração calmante. Por isso, há pessoas que deixam o ventilador ligado, mesmo em dias frios. O aparelho pode ficar virado para outro lado, mas o barulhinho é bom.

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Ainda assim, o hábito pode se tornar uma dependência para dormir. Sem o estímulo sonoro, o cérebro passa a ter dificuldade de relaxar.

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Especialistas indicam programar desligamento automático do áudio. Isso evita estímulos contínuos durante as fases mais profundas do sono.

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Fones de ouvido não são recomendados para uso prolongado durante a noite. Além do desconforto, podem causar irritações e infecções no ouvido.

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Avaliar como é o despertar ajuda a identificar impactos. Cansaço matinal pode indicar que o som está atrapalhando mais do que ajudando.

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O ideal é que o sono aconteça em ambiente silencioso e estável. É nessa condição que o cérebro alcança descanso completo e reparador.

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