A Marulho, de Ilha Grande (RJ), faz parte do chamado “setor 2 e meio” – não é ONG nem empresa privada – e tem como intuito aproveitar o descarte de redes de pesca para criar produtos por meio do artesanato local.
Foto: Divulgação/Marulho
Poluente
O problema do descarte irregular de redes de pesca é real: pelo menos 640 mil toneladas desses materiais chegam aos oceanos todos os anos, segundo relatório divulgado pela ONG World Animal Protection.
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Vida marinha ameaçada
O mesmo documento mostra, ainda, que 45% dos mamíferos marinhos presentes na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN sofrem os impactos da pesca fantasma – como é chamado o fenômeno de peixes fisgados por essas redes descartadas. Além de mortos, não são aproveitados. Se perdem nos oceanos.
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Comunidade local
O projeto também nasceu para ajudar economicamente a comunidade da ilha, que, com o distanciamento social da pandemia de covid-19, estava sem recursos: “O que mais abastece a população aqui é o turismo, e com a pandemia estava tudo suspenso. Então, tive a ideia de os próprios pescadores costurarem essas redes para transformá-las num produto final. Assim, eles ganhariam cerca de 40% do valor sobre as vendas”.
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Impacto positivo
Em quatro anos, a empresa cresceu: já coletou mais de seis toneladas de redes de pesca, produziu 140 mil produtos e gerou R$ 500 mil de renda à comunidade local. A quantidade de redes retiradas do oceano equivale à preservação de 600 mil vidas de animais marinhos, que seriam mortos proporcionalmente por essa quantidade de redes à mercê no mar.
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Para evitar poluição do mar, empresa cria produtos com redes de pesca descartadas
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