Vidas que valem mais? Tragédia do Titan 'apaga' naufrágio de barco na Grécia

No dia 14 de junho, um navio pesqueiro com centenas de migrantes afundou na costa sul da Grécia, a 80km da cidade de Pylos

Foto: Guarda Costeira da Grécia

Sobreviventes do naufrágio relataram a veículos de imprensa que havia cerca de 750 passageiros na embarcação

Foto: Reprodução de redes sociais

A maioria dos migrantes que estavam no navio são originários de três países: Egito, Síria e Paquistão. Os paquistaneses predominavam

Foto: Aghasaad06/Wikimedia Commons

A Guarda Costeira da Grécia foi acusada de negligência por não ter se mobilizado para a situação

Foto: Loucozade/Wikimedia Commons

Segundo a BBC, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) afirmou que as autoridades gregas ignoraram oferta de aeronave para monitorar a embarcação

Foto: Asurnipal/Wikimedia Commons

A Frontex alega que identificou o barco no dia 13 de junho e fez a oferta quando retornava para abastecimento

Foto: Governo da República da Macedônia do Norte

Autoridades da Grécia declararam que a Guarda Costeira avistou a embarcação e ofereceu suporte, que teria sido rechaçado pelos ocupantes

Foto: Dnalor 01/Wikimedia Commons

O número de mortos já passa de 80 e há mais de 500 pessoas desaparecidas

Foto: Reprodução/Youtube Euronews

O barco pesqueiro saiu de Tobruk (foto), na Líbia, com destino à Itália

Foto: Maher A. A. Abdussalam/Wikimedia Commons

As investigações indicam que o barco integrava redes de tráfico humano

Foto: sammisreachers/Pixabay

A Polícia grega mantém sob custódia nove homens que fariam parte dessa rede criminosa. Eles foram identificados por sobreviventes do naufrágio

Foto: Jebulon/Wikimedia Commons

Especialmente porque dias depois, em 18 de junho, o sumiço do submersível Titan tomou conta do noticiário e das mídias sociais

Foto: Youtube/ BBC News Brasil

O Titan conduzia cinco tripulantes a uma expedição turística aos destroços do Titanic

Foto: divulgação oceangate

As guardas costeiras de Estados Unidos e Canadá, juntamente com a marinha americana, empreenderam uma força-tarefa gigante atrás do paradeiro do submersível, que perdeu contato com a base

Foto: Marinha dos Estados Unidos/Wikimedia Commons

No dia 22 de junho, autoridades anunciaram ter encontrado destroços do Titan a aproximadamente 500 metros do Titanic (que afundou em 14 de abril de 1912)

Foto: divulgação oceangate

De acordo com a Guarda Costeira americana, o submersível implodiu e os tripulantes morreram na hora

Foto: reprodução youtube

A implosão foi causada pela pressão externa sofrida pelo Titan (400 vezes maior que a existente a nível do mar)

Foto: divulgação oceangate

O aparato de buscas e a atenção de milhões de pessoas fez do desaparecimento do Titan assunto muito mais em evidência que o desastre do barco pesqueiro em águas gregas

Foto:

Entre as críticas da diferença de impacto e tratamento das duas tragédias é a professora Priyamvada Gopal, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra

Foto: Sandy B/Wikimedia Commons

A acadêmica de estudos pós-coloniais declarou à BBC que parece haver uma diferença em como vidas são percebidas. Para elas, algumas, como a de migrantes da Ásia e da África, são "relegadas às margens da história humana”

Foto: Ggia/Wikimedia Commons

Ela usa expressões para definir cada um dos personagens das tragédias. No caso do Titan, são "protagonistas", enquanto no navio pesqueiro são os "anônimos sem rosto"

Foto: reprodução instagram

Diretor-executivo da Anistia Internacional em Portugal, Pedro Neto declarou que a atenção maior da opinião pública à tragédia do Titan pode ser explicada pelos temas que a circundam: submarino, Titanic, exploração de acesso a pessoas endinheiradas, etc..

Foto: crash71100/Wikimedia Commons

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Foto: Guarda Costeira da Grécia