Turista morre após mergulho onde está a Corveta Ipiranga, a 62 metros de profundidade
Foto: Imagem de carlosemluz por Pixabay
Um turista de 43 anos morreu em Fernando de Noronha, em 15/10, após um mergulho numa das áreas de naufrágio mais importantes do arquipélago pernambucano. Ele foi socorrido no Hospital São Lucas, mas não resistiu.
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Segundo o portal G1, o turista de Belo Horizonte (MG) se chamava Bruno Jardim. Ele foi ao local onde está naufragada a Corveta Ipiranga, a 62 metros de profundidade.
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O visitante fez o mergulho autônomo, quando tem o apoio de cilindro. Segundo os médicos, ele sofreu uma doença descompressiva (formação de bolhas no sangue, devido ao excesso de nitrogênio ou outro gás na mistura respiratória)
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O paciente chegou a ser colocado dentro de uma câmara hiperbárica, usada em acidentes com mergulhadores. Na terapia hiperbárica, o paciente respira oxigênio puro, sendo submetido a uma pressão duas ou três vezes superior à atmosférica. Mas ele não resistiu. (Imagem de arquivo ilustrativa)
Foto: Anema/Divulgação
A Corveta Ipiranga naufragou após um acidente em 1983. A embarcação tinha sido criada nos anos 1950. Foi o quarto navio a receber da Marinha do Brasil o nome do riacho Ipiranga ( em cujas margens foi declarada a Independência do Brasil).
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Com quase 8 mil km, a costa brasileira tem grandes cemitérios de navio. Além do período das grandes navegações portuguesas, que aportavam por aqui, a Segunda Guerra também deixou navios brasileiros e alemães debaixo d’água. E mergulhadores procuram esses locais com frequência para visitação. Mas é necessário ter muito cuidado.
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Um dos lugares com mais naufrágios é o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. Lá, o ponto conhecido como "cargueiro Rosalina" se tornou um ponto de mergulho popular entre curiosos e mergulhadores.
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Outro navio famoso que afundou na costa brasileira foi o "Príncipe de Astúrias", que naufragou em 1916 em Ilhabela, São Paulo. Hoje em dia é considerado um dos mais pontos de mergulho mais difíceis do Brasil, por conta do mar constantemente agitado no local.
Foto: domínio público
Para mergulhar até o Príncipe de Astúrias, é essencial ser um mergulhador experiente. No local do naufrágio, as águas são escuras, com visibilidade média de apenas 3 metros, o que dificulta a orientação e a movimentação entre os destroços.
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O Príncipe de Astúrias está quase paralelo à costa e bastante desmantelado devido às explosões que ocorreram no naufrágio.
Foto: wikimedia commons João D'Andretta
Já o naufrágio do navio "Prince", que aconteceu em 26 de Julho de 1752, permanece até hoje envolto em mistérios. Uma das teorias aponta para Natal, em Pernambuco.
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Mas, neste caso, o naufrágio pode ter sido fora do Brasil (na Ilha de Ascensão, uma pequena ilha britânica no oceano Atlântico Sul).
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Ao longo da história do Brasil, desde sua descoberta no século 16, estima-se que mais de 300 naufrágios ocorreram só no Rio de Janeiro.
Foto: wikimedia commons Marcio Sette
Um desses naufrágios é o do vapor Buenos Aires. Lançado ao mar em 1829, ele era considerado um dos mais modernos para transporte de cargas e passageiros.
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Em 1890, o navio estava navegando da Bahia para o Rio de Janeiro quando uma de suas caldeiras explodiu. Pouco depois, alguns passageiros viram uma ilha e um farol se aproximando e avisaram o capitão, mas ele não deu atenção.
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Quando finalmente foi ao convés, percebeu que estavam prestes a colidir com a Ilha Rasa, no Rio de Janeiro. Hoje, o local se tornou um dos mais populares para mergulhadores profissionais.
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