Primeiro foguete comercial partindo do Brasil explode após lançamento no Maranhão

O foguete HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, explodiu após ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na noite de 22 de dezembro.

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Durante o voo, que durou pouco mais de um minuto, uma anomalia foi identificada e a transmissão ao vivo acabou sendo interrompida.

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Antes do corte do sinal, foi possível acompanhar o foguete atingir a velocidade do som e avançar até o ponto de maior pressão aerodinâmica , a "MAX Q".

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Técnicos da Innospace, da Força Aérea Brasileira (FAB) e de outras instituições irão analisar os dados para identificar as causas do acidente e avaliar a extensão dos danos sobre as cargas transportadas.

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A missão, batizada de "Operação Spaceward", era histórica por representar o primeiro lançamento comercial de um foguete a partir do território brasileiro.

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O foguete não era tripulado, mas transportava oito cargas estratégicas desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia.

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No total, o HANBIT carregava consigo cinco satélites e três experimentos científicos com objetivos ligados à coleta de dados ambientais, testes de comunicação, monitoramento solar e tecnologias de navegação e localização.

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Em um comunicado, a FAB afirmou que "todas as ações para coordenação da operação, que envolvem segurança, rastreio e coleta de dados foram cumpridas exatamente conforme planejado."

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A missão também representou uma parceria inédita entre o Brasil e uma empresa privada para o lançamento de um foguete.

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Alcântara é considerada uma localização privilegiada e cobiçada mundialmente por sua proximidade com a Linha do Equador.

Foto: Wikimedia Commons/Pedro Henrique Gonçalves

Esse fator permite uma economia significativa de combustível e redução de custos operacionais devido à maior velocidade de rotação da Terra na região.

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Apesar dessas vantagens geográficas e da baixa densidade de tráfego aéreo, o centro de lançamento, construído nos anos 1980, enfrentou décadas de subutilização.

Foto: Flickr - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Conflitos fundiários com comunidades quilombolas e um acidente, ocorrido em 2003, quando a explosão de um protótipo do VLS-1 resultou na morte de 21 profissionais, acabaram atrasando o desenvolvimento do programa espacial brasileiro.

Foto: Rose Brasil/ABr

Composto por dois estágios, o HANBIT-Nano era um foguete projetado para o transporte de cargas leves, sendo capaz de levar até 90 kg a uma órbita situada na faixa dos 500 km de altitude.

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Sua construção mobilizou uma equipe de 247 especialistas, incluindo 102 engenheiros dedicados especificamente às atividades de pesquisa e desenvolvimento.

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Com dimensões de 21,8 metros de altura e 1,4 metro de largura, o foguete representa um avanço no segmento de pequenos lançadores orbitais.

Foto: SGT Vanessa Sonaly/FAB

Antes do lançamento no dia 22 de dezembro, a missão já havia passado por três adiamentos devido a problemas técnicos identificados durante as vistorias.

Foto: Reprodução/FAB

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