Prestígio mundial: Morre Sebastião Salgado, o maior nome da fotografia do Brasil
Foto: Reprodução Instagram
O prestigiado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado morreu aos 81 anos, em 23/5, em Paris A informação foi confirmada pelo Instituto Terra, que ele fundou com a esposa, Lélia Wanick. A causa da morte não foi divulgada.
Foto: Reprodução Instagram
Sebastião Salgado é um dos maiores nomes do Brasil no exterior. E recentemente conquistou mais um importante reconhecimento em sua carreira de sucesso. O jornal americano New York Times incluiu uma foto de Salgado na seleção de 25 imagens que definem a Era Moderna.
Foto: Steve Jurvetson/Wikimedia Commons
Foram selecionadas fotos feitas a partir de 1955 sobre momentos marcantes desse período da história mundial. A foto de Salgado mostra trabalhadores numa área de garimpo em Serra Pelada, no Pará em 1986. E escancara a busca do ouro por homens em condições degradantes.
Foto: Divulgação New York Times foto de Sebastião Salgado
Recentemente, Salgado decidiu retirar-se do trabalho de campo para voltar esforços à edição de seu imenso acervo, que passa de 500 mil fotos.
Foto: Flickr Fábio Henrique de Carvalho
O artista, que completou 81 anos no dia 8 de fevereiro de 2025, fez a revelação ao jornal inglês The Guardian.
Foto: Flickr Todd Cheney
Reconhecido como uma das maiores referências do fotojornalismo mundial, o brasileiro se notabilizou por uma obra de caráter humanista, que documenta e denuncia violações aos direitos do homem e também a sua relação com natureza e meio-ambiente.
Foto: Flickr Ur Cameras
Durante cinco décadas, Sebastião Salgado viajou por mais de 130 países documentando guerras e crises humanitárias por meio de imagens capazes de causar comoção e perplexidade.
Foto: Flickr JMG-Photos
“Meus projetos fotográficos levam de seis a oito anos para serem completados. Se eu começar um grande projeto agora, talvez eu morra antes de terminar", declarou o mineiro de Aimorés em entrevista à Folha de S.Paulo quando completou 80 anos, em 2024.
Foto: Flickr Edmond Terakopian
A organização Mundial da Fotografia, sediada em Londres, homenageou Sebastião Salgado em 2024 com o prêmio de “contribuição notável para a fotografia” no prestigioso Sony World Photograph Awards. Ele é o segundo latino-americano laureado - a mexicana Gabriela Iturbide foi em 2021.
Foto: Instagram @sebastiaosalgadooficial
O Museu da Imagem e do Som reuniu numa exposição fotos de Salgado sobre a Revolução dos Cravos, que deu cabo da ditadura salazarista em Portugal em 1974.
Foto: Instagram @sebastiaosalgadooficial
Na época, Salgado estava exilado em Paris com a mulher Lélia Wanick, pianista e arquiteta que hoje administra o estúdio do fotógrafo na capital francesa.
Foto: Divulgação Instituto Terra
Sebastião Salgado foi a Portugal e às então colônias lusas Angola e Moçambique a fim de registrar os levantes que encerrariam o regime de 40 anos.
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O prestígio conquistado pelo registro da Revolução dos Cravos o levou a trabalhar em agências europeias. Em 1979, Salgado integrou a cooperativa Sygma, que tinha nomes ilustres da fotografia, como Robert Capa e Henri-Cartier Bresson.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Entre as séries fotográficas de maior impacto produzidas por Sebastião Salgado no período está “Êxodus”, que registra o drama dos fluxos migratórios a partir de viagens de seis anos por 40 países.
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Em 1978, Sebastião Salgado fez um trabalho documental sobre um conjunto de grandes blocos de apartamento ocupados por imigrantes em La Courneuve, no subúrbio de Paris.
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Sobre "La Courneuve", Salgado comentou na revista Polka Magazine que promoveu um trabalho de "olhar quase antropológico", sobre a falta de capacidade do estado francês de integrar aquela população na sociedade local.
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Nas séries “Gênesis” e “Amazônia”, o fotógrafo direcionou suas lentes para os povos originários e à natureza.
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Na Amazônia brasileira, Salgado realizou expedições por sete anos. “Foi como trabalhar no paraíso”, registrou no livro com as imagens.
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O Instituto Terra, associação civil sem fundos lucrativos, promove há mais de duas décadas ações voltadas à preservação do meio-ambiente.
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À Folha de S.Paulo, o artista fotográfico declarou que irá expor na COP30 (Confederação das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), em Belém do Pará, fotos feitas na Amazônia. O evento deve ser em novembro de 2025.
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"É um momento forte para apresentar esse trabalho. Precisamos lutar para preservar se ainda quisermos existir como espécie. Caso contrário, vamos desaparecer", alerta Salgado.
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