Preso por engano, homem é impedido de terminar prova do Enem
Um homem foi preso por engano quando fazia prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil
O caso aconteceu na Escola Estadual Assis Chateaubriand, no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, capital de Pernambuco.
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Marcos Antonio Gomes da Silva, de 50 anos, contou à reportagem da TV Globo que foi obrigado a deixar a sala sem completar a prova.
Foto: ReproduçãoT/V Globo
A coordenadora da prova o informou que deveria deixar a sala no momento em que ele preenchia a 30ª questão. Em seguida, a funcionária pediu que Gomes da Silva assinasse um documento.
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Policiais militares foram até a escola com um mandado de prisão contra um homem com o mesmo nome e data de nascimento do candidato.
Foto: Domínio público
"Eu estranhei quando cheguei no pátio da escola e me deparei com dois policiais militares que disseram que tinham um mandado de prisão no meu nome. Entrei em estado de choque, fiquei sem entender a situação", afirmou.
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Ao conferirem o documento de identificação de Gomes da Silva, os policiais constataram que o nome de seus pais não batiam com os da pessoa procurada, que é paraibana (outra divergência de dados).
Foto: Marcelo Camargo Agência Brasil
Ele foi conduzido ao Instituto de Identificação Tavares Buril, no centro de Recife, para checagem das impressões digitais.
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No local, ficou demonstrado que as digitais de Gomes da Silva não correspondiam às do homem procurado.
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O candidato dirigiu-se à Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul da cidade, para fazer boletim de ocorrência com queixa por danos morais, já que foi impedido de encerrar a prova.
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O candidato declarou que, devido ao abalo psicológico e emocional por que passou, não sabe se conseguirá fazer a prova novamente.
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"Estou desestabilizado, foi uma situação constrangedora. Várias pessoas presenciaram a situação, e, até que se prove o contrário, as pessoas têm um olhar negativo", explicou.
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Allan Negreiros, advogado do vendedor, disse que ingressará na Justiça com pedido de indenização por danos morais.
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Antes, o advogado explicou que buscará informações do caso na Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) para "saber saber de onde saiu a ordem de conduzir o senhor Marcos mesmo diante de uma dúvida sobre a sua identidade".
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Negreiros afirmou que nesse contexto o candidato poderia ter feito a prova sob custódia e, ao fim, ter sido conduzido até o local de coleta das digitais.
Foto: Divulgação
A Polícia Federal declarou à Rede Globo que Gomes da Silva teve o CPF "utilizado indevidamente pelo verdadeiro procurado".
Foto: Divulgação Polícia Federal
"Agora a apuração corre para entender o motivo do CPF dele constar no mandado, sendo que o CPF é um número único de identificação e ficou provado que o candidato não é a pessoa procurada", detalhou a PF.
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Enem, afirmou que o candidato não pode retomar a prova porque já haviam vencido as duas horas iniciais previstas.
Foto: Reprodução TV Globo
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil