Pra quem não viu: Crianças são achadas vivas na selva 40 dias após queda de avião

Quatro crianças - sendo uma delas, um bebê - foram encontradas vivas 40 dias após a queda de um avião na Colômbia. Foi em junho de 2023. O FLIPAR mostrou na ocasião e republica para quem não viu.

Foto: Divulgação Forças Militares da Colômbia

O grupo foi resgatado por militares das Forças Armadas da Colômbia no dia 9 de junho, após difíceis buscas.

Foto: Divulgação

Coube ao presidente do país, Gustavo Petro, divulgar a notícia por meio da rede social.

Foto: Departamento Nacional de Planeación

"Uma alegria para todo o país", festejou, acrescentando numa entrevista que a sobrevivência das crianças foi "um presente para a Colômbia, um presente para a vida".

Foto: Reprodução rede social

Lesly, de 13 anos; Soleiny, de 9; Tien, de 4; e Cristin, que fez 1 ano enquanto estava na floresta, passaram 40 dias perdidos.

Foto: Jorge Kike Medina wikimedia commons

Segundo a imprensa colombiana, as crianças estavam desidratadas, com picadas de insetos e levemente feridas, principalmente nos pés.

Foto: Divulgação Forças Militares da Colômbia

Elas sofreram um acidente de avião no dia 1 de maio.

Foto: Divulgação Forças Militares da Colômbia

Os três adultos que estavam no avião, inclusive a mãe das crianças, Magdalena, morreram

Foto: Reprodução de vídeo Forças Militares da Colômbia

O voo tinha saído da cidade de Caquetá, uma região da Colômbia formada por 16 municípios, com 420 mil habitantes, no oeste do país.

Foto: MargoireP wikimedia commons

O destino era San José del Guaviare, uma das principais cidades da Amazônia colombiana.

Foto: Julcov wikimedia commons

A distância entre as duas cidades numa linha reta é de 252 km. Mas, pouco depois da decolagem, o piloto acusou problemas no avião e saiu do radar.

Foto: Reprodução Google Maps

A região amazônica da Colômbia é tão ampla que ocupa 42% do território do país. São 483 mil km² de mata.

Foto: Milenioscuro wikimedia commons

A região tem a Cordilheira dos Andes a oeste; e as fronteiras com Brasil e Venezuela a leste.

Foto: Conocer wikimedia commons

A região se estende desde os rios Guaviare e Vichada, na parte norte, até os rios Putumayo e Amazonas, na parte sul.

Foto: Cesar Paes Barreto - wikimedia commons

A mata fechada, muito densa, dificultou as buscas, que, por isso, demoraram tanto.

Foto: Shao wikimedia commons

Aos poucos, os militares foramencontrando pistas. Em 15 de maio, por exemplo, acharam uma mamadeira e a casca de um maracujá aparentemente consumido por alguém.

Foto: Divulgação Forças Militares da Colômbia

No dia 17, acharam fitas de cabelo e uma tesoura. Em seguida, viram pequenas pegadas na terra.

Foto: Divulgação Forças Militares da Colômbia

Os indícios de sobrevivência das crianças davam esperança nas buscas. Mas havia uma preocupação adicional. As autoridades colombianas chegaram a suspeitar que elas tivessem sido capturadas por guerrilheiros. Uma grande força militar se envolveu na operação, pelo chão e pelo ar.

Foto: Reprodução de vídeo Forças Militares da Colômbia

As equipes de resgate usaram helicópteros e alto-falantes para mandar mensagens e tentar localizar as crianças.

Foto: Reprodução de vídeo Forças Militares da Colômbia

As crianças pertencem à comunidade indígena Uitoto, que existe na Colômbia, Peru e Brasil. A experiência em lidar com a mata permitiu que elas sobrevivessem. E que as mais crescidinhas cuidassem da bebê, no meio da floresta.

Foto: Smithsonian Institution. Bureau of American Ethnology - wikimedia commons

O ponto negativo ficou pela perda do pastor alemão Wilson, que participava das buscas às crianças e sumiu na selva.

Foto: Divulgação Exército da Colômbia

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Foto: Divulgação Forças Militares da Colômbia