Polícia investiga facções criminosas no consulado português do RJ

A Polícia Judiciária (PJ) de Portugal está conduzindo uma investigação para analisar uma possível infiltração de membros de duas facções criminosas no consulado português do Rio de Janeiro.

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As informações são do portal “Diário de Notícias”.

Foto: Divulgação / Facebook do Consulado Geral de Portugal

A suspeita é que esses grupos tenham planejado uma operação para facilitar a obtenção ilegal de vistos, permitindo a entrada de criminosos em Portugal.

Foto: Russell Butcher pexels

O crime teria sido cometido por funcionários, ex-funcionários e até pessoas próximas de quem trabalha no consulado.

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Informações da inteligência de Portugal indicam que atualmente existem cerca de mil membros da facção paulista no país europeu.

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A maioria dos suspeitos tem nacionalidade brasileira, e há relatos de que os funcionários estão apreensivos com possíveis retaliações.

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Inicialmente, a Polícia Judiciária (PJ) acreditava que os funcionários atuavam como intermediários entre o consulado e as facções criminosas. No entanto, a investigação posterior concluiu que eles eram, na verdade, membros dessas facções.

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Centenas de processos administrativos estão sob suspeita de fraude, e estima-se que cerca de 30 pessoas tenham viajado para Portugal utilizando o suposto esquema.

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Funcionários do Consulado estavam pedindo até 300 euros (aproximadamente R$ 1.500) para furar a fila e emitir documentos de cidadania portuguesa.

Foto: Marta Posemuckel/Pixabay

As buscas iniciais foram conduzidas por policiais do Núcleo de Cooperação Internacional do Rio de Janeiro (NCI/INTERPOL/PF) no Rio de Janeiro e na cidade de Saquarema, na Região dos Lagos, na manhã desta quarta-feira (08/11).

Foto: divulgação / polícia federal

Os agentes investigam o agendamento irregular de serviços consulares, bem como os crimes de corrupção, extorsão, desvio de fundos e falsificação de documentos envolvendo funcionários.

Foto: divulgação / polícia federal

Os funcionários do consulado estariam organizando um plano no qual redirecionavam o agendamento de documentos para intermediários comerciais por meio do site do consulado.

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Após a operação, o Consulado de Portugal publicou uma mensagem enfatizando que não utiliza despachantes: “O Consulado-Geral reitera aos utentes que não possui qualquer relacionamento com despachantes e facilitadores, e desaconselha veementemente a utilização deste tipo de serviços intermediários”.

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"Jamais se deve pagar a terceiros para intermediar assuntos com o Consulado. Vários agendamentos já foram cancelados por essa prática nada ética. Esse tipo de serviço somente existe por que há quem pague”, continua a nota.

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Com o aumento no número de brasileiros indo para Portugal nos últimos anos, crescem também os desafios em relação a isso.

Foto: Lacobrigo / Wikimedia Commons

Recentemente, uma brasileira foi alvo de ofensas xenofóbicas em um aeroporto da cidade do Porto, em Portugal.

Foto: wikimedia commons Manuel de Sousa

Uma mulher que se diz ser “portuguesa de raça” chama a brasileira de “porca” e manda ela “voltar para sua terra”. O vídeo viralizou nas redes sociais.

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A brasileira, que preferiu não se identificar e não aparece no vídeo, tem 35 anos e é natural de Bragança Paulista (SP).

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Segundo o jornal Metrópoles, ela aguardava para embarcar para Barcelona, na Espanha, onde vive atualmente.

Foto: Imagem de Walkerssk por Pixabay

A brasileira afirmou, ao portal Gazeta Bragantina, que estava descendo as escadas do terminal quando a mala da portuguesa caiu em cima de seu pé.

Foto: Rudy and Peter Skitterians por Pixabay

"Ai, doeu", reagiu a brasileira. A portuguesa então teria respondido: “Doeu? É problema seu”, dando início à confusão.

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“Você pode filmar o que você quiser. Você pode pôr na internet. Olha aqui a minha carinha. Sua porca! Vai para a sua terra, sua porca. Sou portuguesa de raça. Você que é brasileira, vai para a sua terra”, diz a mulher portuguesa, enfurecida.

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A brasileira disse que tentou acionar um segurança do aeroporto, mas mesmo assim a mulher continuou com as ofensas.

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Em outro trecho do vídeo, a portuguesa chega a dizer que os brasileiros estão “invadindo Portugal” e ataca com o termo “raça de filhos da p***”.

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A brasileira, que tem cidadania italiana e já mora na Europa há sete anos e três meses, disse que nunca presenciou algo parecido.

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“Viajo pela Europa há anos e nunca passei por nada parecido. Precisei voltar à Barcelona por conta do trabalho, mas pretendo tomar providências para que isso não volte a acontecer, não apenas comigo, mas com todos os brasileiros que vivem e trabalham aqui”, declarou.

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