Plataformas de streaming travam batalha contra fraudes promovidas por músicas criadas por IA
A ascensão da inteligência artificial no mercado musical deixou de ser uma previsão distópica para se tornar uma realidade avassaladora nos serviços de streaming.
Foto: Igor Omilaev/Unsplash
Canções, bandas e artistas criados por IA se multiplicam rapidamente nas plataformas de música.
Foto: Reprodução/Instagram
Os números ilustram o fenômeno. A Deezer recebe diariamente mais de 60 mil faixas totalmente produzidas por IA, o que representa cerca de 39% de todo o material enviado à plataforma.
Foto: Divulgação
Apenas em 2025, foram identificadas mais de 13 milhões de músicas criadas de forma 100% digital.
Foto: Alphacolor/Unsplash
O dado mais preocupante, porém, está no consumo: aproximadamente 85% dos streams dessas faixas foram considerados fraudulentos, gerados por robôs ou esquemas artificiais de reprodução.
Foto: Fath/Unsplash
Esse tipo de prática burla as regras de remuneração e distorce a divisão dos royalties a serem distribuídos. Quando a Deezer detecta fraude, deixa de pagar os valores correspondentes.
Foto: C D-X/Unsplash
Já o Spotify não divulga números específicos sobre músicas de IA, mas afirma ter removido mais de 75 milhões de faixas de spam entre 2024 e 2025.
Foto: Reet Talreja/Unsplash
As fraudes em serviços de streaming não são inéditas, mas a IA tornou o processo mais rápido, barato e acessível.
Foto: Milad Fakurian/Unsplash
Nas redes sociais, existem cursos que prometem renda fácil com músicas geradas em segundos. “Com a inteligência artificial, em questão de segundos conseguimos criar músicas incríveis”, divulga um perfil no Instagram.
Foto: James Kovin/Unsplash
“Sendo bem sincero pra vocês: essa é a forma mais simples pra você construir uma fonte de renda na internet”, diz a pessoa em outro post.
Foto: Freepik/stockgiu
Atualmente, nenhuma grande plataforma proíbe músicas feitas com IA; o problema está no uso abusivo dessas tecnologias para enganar os sistemas.
Foto: Deepanker Verma/Pixabay
Segundo o próprio Spotify, práticas como envios em massa e conteúdos artificiais de baixa qualidade se tornaram mais comuns com a automação.
Foto: @felirbe/Unsplash
O impacto recai diretamente sobre artistas profissionais: quanto mais streams — inclusive falsos —, menor a fatia para quem joga dentro das regras.
Foto: Jonathan Velasquez/Unsplash
Por isso, cresce a pressão para que as plataformas adotem filtros mais rigorosos. A Deezer, por exemplo, já rotula explicitamente músicas geradas por IA e as removem das recomendações algorítmicas.
Foto: Divulgação/Deezer
O Spotify promete implementar medidas semelhantes de forma gradual. “Queremos ter cuidado para não penalizar injustamente artistas legítimos”, informou a empresa.
Foto: Unplash/Emojisprout emojisprout.com
Por outro lado, existe uma camada onde a IA é utilizada para criar novas formas de entretenimento, como artistas virtuais ou releituras de hits que viralizam como memes.
Foto: Reprodução @xania_monet
No Brasil, um exemplo é “Sina de Ofélia”, releitura não autorizada de “The Fate Of Ophelia”, da Taylor Swift, cuja versão mais conhecida utiliza vozes clonadas de Luísa Sonza e Dilsinho.
Foto: Divulgação
O selo Blow Records, criado pelo produtor Raul Vinicius, também viralizou ao lançar versões retrô de funks com ajuda de IA.
Foto: Divulgação/Blow Records
Outro caso é “São Paulo”, paródia não autorizada de “Empire State of Mind”, de Jay-Z e Alicia Keys, interpretada pela personagem virtual Tocanna.
Foto: Reprodução @tocannaoficial
Apesar da repercussão, pesquisas indicam resistência do público, embora a maioria das pessoas não consiga distinguir uma canção criada por humanos de outra feita por IA.
Foto: Imagem gerada por IA/Freepik
Acompanhe o Terra
Diariamente o Terra traz conteúdos para você se manter informado. Acesse o site e nos siga nas redes.
Foto: Igor Omilaev/Unsplash