Musgo é lançado no espaço por nove meses e resultado do experimento surpreende cientistas

Cientistas alcançaram um marco na astrobiologia ao demonstrar a resistência do musgo Physcomitrium patens em ambiente orbital, ou seja, fora do planeta.

Foto: Divulgação/Tomomichi Fujita

Um experimento fixou a planta do lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS), onde permaneceu por nove meses exposta ao vácuo, à radiação ultravioleta e a oscilações extremas de temperatura.

Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons

Em condições que normalmente eliminariam a maioria dos organismos terrestres, o resultado foi surpreendente: ao retornar ao planeta, mais de 80% das esporas germinaram normalmente.

Foto: Divulgação/Chang-hyun Maeng e Maika Kobayash

O estudo, publicado na revista iScience, indica que plantas primitivas podem possuir mecanismos de defesa muito mais resistentes do que se imaginava.

Foto: Wikimedia Commons/HermannSchachner

Essa estrutura robusta do musgo ajuda a explicar como os primeiros vegetais conseguiram colonizar ambientes hostis na Terra primitiva, marcados por alta radiação e clima severo.

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Os cientistas concentraram a análise nos esporófitos — estruturas responsáveis pela formação das esporas —, que já haviam demonstrado resistência elevada em testes laboratoriais.

Foto: Ice Tea/Unsplash

A análise concluiu que a camada esponjosa que protege os esporos funciona como um escudo que permite que essas células reprodutivas poderiam resistir até 15 anos no espaço.

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Embora a microgravidade e a falta de pressão tenham causado pouco impacto, a luz ultravioleta direta foi o fator mais agressivo, degradando pigmentos como a clorofila.

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As amostras foram instaladas na plataforma externa do módulo japonês Kibo e não tiveram nenhuma proteção extra enquanto ficaram no ambiente espacial.

Foto: NASA

O sucesso deste experimento, liderado por Tomomichi Fujita da Universidade de Hokkaido, sugere que plantas primitivas podem ser a base para a criação de ecossistemas em colônias espaciais.

Foto: Reprodução

A resiliência do musgo o torna um candidato ideal para projetos de suporte à vida em bases na Lua ou em futuras expedições a Marte, onde a proteção contra radiação e a sobrevivência em condições extremas são requisitos vitais.

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Além da resistência demonstrada no espaço, o Physcomitrium patens é uma das espécies vegetais mais importantes para a biologia moderna, servindo como uma “planta modelo”.

Foto: Domínio Público

Seu genoma foi totalmente sequenciado em 2008, o que ajudou os biólogos a entender como as plantas desenvolveram raízes, sementes e sistemas de transporte de água.

Foto: Wikimedia Commons/Manuel Mildner e Annette Hohe

O musgo é um descendente direto das primeiras plantas que saíram da água para a terra há cerca de 450 milhões de anos. Sua capacidade de sobreviver à dessecação total é um vestígio dessa era primitiva.

Foto: Darion Queen/Unsplash

Diferentemente da maioria das plantas superiores, sua elevada eficiência em recombinação genética permite modificações direcionadas no DNA com grande precisão, algo semelhante ao que ocorre em leveduras.

Foto: Tobias Stonjeck/Unsplash

De acordo com os pesquisadores que publicaram o estudo, o desempenho das esporas no espaço representa um passo decisivo rumo à criação de ecossistemas autossustentáveis além do planeta, fortalecendo perspectivas de futuras colonizações.

Foto: Wikimedia Commons/HermannSchachner

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Foto: Divulgação/Tomomichi Fujita