Mulher passa mais de 50 anos com feto calcificado na barriga

Foto: reprodução redes sociais

Uma história impressionante tomou conta dos noticiários em março de 2024. O FLIPAR mostrou e republica para quem não viu. Uma idosa de 81 anos morreu depois de fazer uma cirurgia para retirar um feto calcificado em seu útero por mais de 50 anos!

Foto: reprodução redes sociais

Ela descobriu a condição por acaso, depois de ir a uma consulta no Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (MS).

Foto: divulgação / governo ms

Segundo o hospital, Daniela Almeida Vera deu entrada na unidade no dia 14 de março com um quadro de infecção que já era considerado grave pelos médicos.

Foto: Ben Kerckx por Pixabay

Depois de um tempo, a mulher passou a ter dores e mal-estar e decidiu procurar atendimento novamente. Ela foi internada 10 dias depois.

Foto: Pixabay

Depois de uma bateria de exames, o hospital informou que "foi detectada uma condição rara chamada de litopédio", durante um exame de imagem.

Foto: Imagem de Roman Paroubek por Pixabay

Litopédio se caracteriza pelo óbito de um feto durante a gravidez, seguido pela calcificação dele dentro do abdômen da mulher.

Foto: reprodução

A equipe médica desconfiou que o "bebê de pedra" estava na barriga da idosa há pelo menos 56 anos, que foi quando ela ficou grávida pela última vez.

Foto: Daniel Reche por Pixabay

“A partir da infecção constatada, equipe médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) decidiu pela realização cirúrgica de emergência, com a finalidade de remover o feto e controlar o processo infeccioso”, comunicou a instituição, em nota.

Foto: insung yoon Unsplash

O hospital explicou que a cirurgia foi feita para tentar salvar a vida da mulher, pois ela estava com sepse, uma condição grave causada por uma infecção que se espalha pelo corpo.

Foto: Piron Guillaume Unsplash

Infelizmente, mesmo com a realização do procedimento cirúrgico, a idosa não resistiu e faleceu.

Foto: arquivo pessoal

Segundo o secretário de saúde de Ponta Porã, a senhora vivia em Aral Moreira, que fica a 84 km de distância do hospital.

Foto: arquivo pessoal

Ela já estava sendo tratada por uma infecção urinária em sua cidade. Como seu estado de saúde piorou, ela precisou ser levada para o hospital em Ponta Porã, onde os médicos suspeitaram inicialmente de câncer.

Foto: divulgação

Em entrevista, a filha da idosa, Rosely Almeida, então com 21 anos, disse que a mãe tinha medo de ir ao médico e sempre deu preferência a "tratamentos alternativos".

Foto: arquivo pessoal

"Ela era 'antiga' e somos indígenas. Ela não gostava de ir ao médico, tinha medo dos aparelhos para fazer exame", contou a filha.

Foto: David Mark por Pixabay

"A gente tá em choque, é muita tristeza. Ela era nossa mãe, a única que protegia a gente e agora ela se foi, ficamos meio perdidas", lamentou Rosely. A idosa deixou sete filhos e 40 netos.

Foto: arquivo pessoal

O hospital divulgou uma nota lamentando o falecimento da paciente e se solidarizando com familiares e amigos: "Importante pontuar que a unidade manteve acolhimento e diálogo com os familiares, que ainda podem contar com apoio psicológico do hospital”.

Foto: Pixabay

Essa não é a primeira vez que um caso desse tipo acontece no Brasil. Em 2023, se tornou viral nas redes sociais a história de uma senhora de 84 anos do interior do Tocantins, que descobriu que havia um feto calcificado de sete meses em seu corpo por mais de 40 anos.

Foto: Reprodução / Twitter @fotosdefatos

Na época, especialistas disseram que essa condição, embora seja muito rara, pode acontecer quando o feto acaba se desenvolvendo fora do útero.

Foto: Raman Oza por Pixabay

"Acontece quando é uma gravidez ectópica, em que o feto morre e não é reabsorvido pelo organismo da mãe e se calcifica. É como se se formasse uma concha de cálcio envolta do feto, 60% dos casos acontecem com mulheres acima dos 40 anos”, explicou a obstetriz Mariana Betioli à CNN.

Foto: Gerd Altmann por Pixabay

Esses casos podem ocorrer quando não se retira o feto do corpo imediatamente após sua morte, muitas vezes devido à falta de conhecimento e acesso à saúde em comunidades carentes.

Foto: pexels MART PRODUCTION

“Normalmente a mulher não apresenta sintomas, por isso essa condição acaba sendo diagnosticada por acaso somente anos depois da gravidez”, disse a obstetriz.

Foto: reprodução

Acompanhe o Terra

Diariamente o Terra traz conteúdos para você se manter informado. Acesse o site e nos siga nas redes.

Foto: reprodução redes sociais