Menina perde parte da perna por causa de um mosquito
Uma adolescente de 14 anos perdeu parte da perna após uma picada de mosquito, no estado de São Paulo. O FLIPAR mostrou e relembra o caso.
Foto: Foto de arquivo pessoal reprodução do site noticias.uol.com.br Reprodução do facebook.com/eedrmariotoledodemoraes/ James Gathany - Flickr
A jovem moradora de Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo, se chama Maria Clara Oliveira Nogueira e foi picada durante uma atividade escolar em fevereiro de 2022.
Foto: Foto de Arquivo pessoal reprodução site noticias.uol.com.br
Tudo começou quando uma professora levou a classe para um exercício na horta da Escola Estadual Doutor Mário Toledo de Moraes, que fica no bairro Laranjeiras e na mata do Parque Estadual do Juquery. É uma região com muitos mosquitos e à noite a jovem começou a reclamar de dores na panturrilha.
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Os alunos tinham que lavar e pintar pneus para confeccionarem bancos, na aula de artes. No entanto, o local estava com mato muito alto, até a altura do joelho dos adolescentes.
Foto: RonanW Humberto Do Lago Müller - Wikimédia Commons
O Parque Estadual tem uma área de 1.927,70 hectares, algo em torno de 19,3 km2 e fica entre as cidades de Caieiras e Franco da Rocha. É uma área de preservação ambiental, muito por conta de ser a única remanescente de Cerrado nas redondezas.
Foto: Reprodução do site saopaulo.sp.gov.br/
Quinze dias após a picada, ainda com dores e pus no local, ela precisou ser internada no Hospital das Laranjeiras. Os médicos logo avisaram que a jovem poderia ter que amputar a perna. Após 49 dias hospitalizada, ela perdeu 30% da panturrilha esquerda.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Especialistas ouvidos pelo FLIPAR! afirmaram que não tem como a área se regenerar. O que pode tentar ser feito é um enxerto, processo onde há transferência de células de uma região do corpo para lá.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasi
"Minha filha gritava de dor e diversas vezes precisou tomar morfina. Não aguentando mais tanta dor ela chegou a pedir para morrer porque não tinha mais forças.", comentou Fabiana Borin, mãe de Clara, ao UOL.
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"Foram dias de muito desespero em que eu imaginei que poderia perder a minha filha.", completou a mãe da menina, que é administradora de empresas.
Foto: Ray Wilson - Wikimédia Commons
A mãe também destacou que a filha não ficou com traumas, o que é importante para prosseguir nos estudos.
Foto: James D. Gathany - Wikimédia Commons
A unidade informou que passa todo início de ano por processos de limpeza, dedetização e desratização.
Foto: www.saopaulo.sp.gov.br
Ela foi picada pelo mosquito-palha, que a transmitiu leishmaniose, uma doença que começa com úlceras na pele e febre e pode levar à morte, se for ignorada.
Foto: Reprodução do site fapeam.am.gov.br
O mosquito carrega o protozoário chamado leishmania, que é transmitido pela picada da fêmea. A doença também pode afetar animais, como cachorros e ratos. Não há transmissão direta entre pessoas e nem de um animal para o outro. Portanto, a doença não é contagiosa.
Foto: James Gathany - Flickr
A doença é muito mais comum em países tropicais, como o Brasil. O mosquito-palha que carrega o protozoário tem hábitos noturnos. Mede de 2 a 3 milímetros e por isso é capaz de atravessar malhas dos mosquiteiros e telas. Ele é amarelado.
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Para se prevenir da doença, use repelentes e telas mosquiteiras bem fininhas. Quem tiver jardim em casa deve mantê-lo sempre limpo já que o mosquito se alimenta de fezes e alguns tipos de lixo.
Foto: Reprodução do facebook.com/oficialfiocruz
É muito importante se proteger de mosquitos, mas sem ficar neurótico também, né? De acordo com um levantamento da Fundação Bill e Melinda Gates, o inseto é o mais mortal do mundo e causa mais óbitos do que feras como leões, tigres, cobras e tubarões.
Foto: Imagem free de WikiImages do site pixabay.com
Isso acontece pPor ano, são 725 mil mortes causadas por mosquitos, contra 125 mil das cobras, em todo o mundo.
Foto: Imagem free de Francisco Corado do site pixabay.com
Além da leishmaniose, os mosquitos também transmitem outras doenças que podem ser fatais, como dengue, febre amarela, chikungunya e malária.
Foto: Dr. D.S. Martin - Wikimédia Commons
No passado, já foi comum usar mosquitos como tática de guerra. Na Revolução do Haiti (1791-1804), por exemplo, um dos líderes da independência haitiana atraiu os colonizadores franceses para áreas com muitos mosquitos que transmitiam doenças mortais.
Foto: AFPMB - Flickr
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