Kamala Harris x Donald Trump: entenda o complexo sistema eleitoral dos Estados Unidos
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas em 5 de novembro para definir o sucessor de Joe Biden na presidência da república.
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Kamala Harris, do Partido Democrata e atual vice-presidente, e Donald Trump, do Partido Republicano e presidente entre 2017 e 2020, são os nomes que polarizam a disputa.
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O vencedor do pleito assumirá o cargo no dia 20 de janeiro de 2025. O Flipar mostra a seguir como funciona o sistema eleitoral americano, que é bem mais complexo que o brasileiro!
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A legislação dos Estados Unidos determina que as eleições ocorram sempre na terça-feira que sucede a primeira segunda-feira do mês de novembro.
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Em alguns estados, porém, as urnas são abertas semanas antes. Isso acontece porque a terça-feira oficial do pleito não é feriado e a antecipação aumenta a participação popular.
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Como a eleição é descentralizada, cada estado possui certa liberdade para definir normas de votação. Alguns, por exemplo, permitem o voto pelo correio.
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A votação é amplamente feita em cédulas de papel (mais de 90%), realidade bem diferente da brasileira, onde as urnas eletrônicas se estabeleceram desde 1996 e tornaram a apuração dos votos bem mais célere.
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A eleição nos Estados Unidos tem turno único. Ou seja, não é preciso que um candidato tenha mais que 50% dos votos para ser proclamado vencedor.
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O voto no sistema americano é indireto. Na prática, quem elege o presidente é o colégio eleitoral, formado por delegados que representam cada um dos estados.
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É por essa razão que já houve situações em que um candidato venceu no “voto popular” e ficou sem a presidência.
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Um exemplo foi justamente quando Donald Trump, que busca agora voltar à Casa Branca, foi eleito pela primeira vez. O empresário perdeu para a democrata Hillary Clinton na votação geral, mas ficou com a maior parte dos delegados.
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O colégio eleitoral é composto por 538 delegados. Para ser eleito à Casa Branca é preciso que um candidato tenha no mínimo o voto de 270 delegados.
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A quantidade de delegados por estado depende do tamanho da população e do número de representantes no Capitólio, o Congresso Nacional formado por Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) e o Senado.
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O candidato mais bem votado em cada estado leva todos os delegados da região. Não importa se a diferença foi pequena ou grande, 100% dos delegados vão para o concorrente com mais votos.
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Curiosamente, há alguns (poucos) estados em que os delegados não são obrigados por lei local a votar de acordo com a maioria, mas é raro que haja um delegado “rebelde”.
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No dia 17 de dezembro, os delegados irão se reunir para fazer a votação oficial e enviar para a Câmara dos Representantes os resultados.
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O caráter indireto da eleição americana é a explicação para a famosa expressão estados-pêndulos (do inglês “swing states”). São os estados que não têm uma preferência partidária clara, variando a cada eleição, ao contrário dos outros, que costumam eleger sempre o mesmo partido.
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Em 2024, os analistas projetam sete estados-pêndulos - decisivos para definir o vencedor. São eles: Nevada (6), Wisconsin (10), Arizona (11), Michigan (15), Geórgia (16), Carolina do Norte (16) e Pensilvânia. Entre parênteses, o número de delegados de cada estado, sendo a Pensilvânia (destacada no mapa) o mais cobiçado por Kamala e Trump.
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Outra diferença importante em relação ao Brasil é que nos Estados Unidos o voto é facultativo para cidadãos com 18 anos ou mais. Na última eleição, em que Biden impediu a reeleição de Trump, menos de 70% da população foi às urnas.
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Nos Estados Unidos, 244 milhões de cidadãos estão aptos a votar para presidente em 5 de novembro.
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