Gravuras pré-históricas de 8 mil anos são encontradas na Venezuela

Uma importante descoberta arqueológica acaba de colocar o município de Cedeño, na Venezuela, em evidência mundial.

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No fim de janeiro, pesquisadores identificaram um vasto conjunto de petróglifos na comunidade de Quebrada Seca.

Foto: Divulgação/Instituto Nacional da Terra da Venezuela

As gravuras, esculpidas diretamente na rocha, chamaram a atenção pelo estado de conservação e pela diversidade de formas.

Foto: Divulgação/Instituto Nacional da Terra da Venezuela

As figuras incluem espirais, círculos concêntricos e formas humanas associadas à visão de mundo indígena e à relação com o sol, a água e os ancestrais.

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O sítio, situado a 647 metros de altitude, pode ter entre 4 mil e 8 mil anos, o que o colocaria entre as descobertas arqueológicas mais importantes do país nos últimos anos.

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Caso essa datação seja confirmada, o conjunto poderá figurar entre as manifestações simbólicas mais antigas do leste venezuelano.

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Estudos indicam que as incisões foram feitas com ferramentas de pedra, areia e água, demonstrando técnica apurada.

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O achado reforça que a região foi um corredor migratório crucial entre os períodos Paleoíndio e Mesoíndio (aproximadamente entre 6 mil e 1,7 mil d.C.).

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Além disso, a descoberta consolida Cedeño como a “capital dos petróglifos” e amplia o mapa do patrimônio arqueológico venezuelano.

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Localizado no estado de Monagas, o município de Cedeño é um dos 11 que compõem essa extensa região do sul da Venezuela.

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Fundado no século 18, esse município tradicional é reconhecido por sua forte atividade agrícola, clima quente e comunidades rurais que cultivam tomate, milho, pimentão, algodão e outras frutas e hortaliças.

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Historicamente, a região é um ponto de encontro cultural, sendo habitada pelos povos Chaima e Kariña.

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A região também preserva manifestações culturais locais, como as festas e celebrações de patrono, além de promover atividades ligadas ao turismo rural e natural.

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A região é habitada por povos indígenas que mantêm vivas tradições e línguas próprias dentro do território do município.

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O município tem como capital Caicara de Maturín e uma história que remonta ao período colonial.

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A riqueza arqueológica da Venezuela não se limita a petróglifos; ela se estende a pinturas rupestres, monumentos megalíticos, geoglifos e colinas místicas que narram a história dos povos nativos.

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