Fóssil de dinossauro misterioso que pesava menos de 1 kg é encontrado intacto na Argentina

A descoberta de um esqueleto quase intacto na Patagônia argentina pode trazer novas respostas sobre a origem e a evolução de um grupo pouco compreendido de dinossauros.

Foto: Reprodução/Gabriel Díaz Yantén, Universidad Nacional de Río Negro

O fóssil, com cerca de 90 milhões de anos, pertence à espécie Alnashetri cerropoliciensis, que fazia parte dos alvarezsaurídeos.

Foto: Divulgação/Peter Makovicky, University of Minnesota

Esses enigmáticos dinossauros eram conhecidos por serem pequenos e terem semelhanças com as aves.

Foto: Reprodução/Gabriel Díaz Yantén, Universidad Nacional de Río Negro

O fóssil oferece uma perspectiva inédita sobre como esses animais diminuíram de tamanho e se espalharam globalmente durante o período Cretáceo.

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O estudo, publicado na revista Nature, apresenta o exemplar mais completo já identificado desse grupo na América do Sul.

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Até então, os registros na região eram escassos e fragmentados, enquanto os fósseis mais bem preservados vinham principalmente da Ásia.

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A descoberta é tão significativa que o autor principal, Peter Makovicky, comparou o fóssil à “Pedra de Roseta” da paleontologia, por sua capacidade de decifrar características antes obscuras.

Foto: Reprodução do Instagram @rivadaviadrummond

Esses dinossauros tinham características semelhantes às das aves, com dentes pequenos e membros anteriores curtos que terminavam em uma única garra desenvolvida.

Foto: Reprodução/Gabriel Díaz Yantén, Universidad Nacional de Río Negro

O material foi encontrado em 2014, na área de La Buitrera, região patagônica famosa por preservar fauna de pequeno porte, como serpentes primitivas e mamíferos exóticos.

Foto: Panoramio - elgatoboca

Embora a espécie já tivesse sido descrita a partir de ossos isolados, o novo esqueleto articulado permitiu uma reconstrução anatômica muito mais detalhada.

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A preparação do fóssil levou quase dez anos devido à fragilidade e ao tamanho diminuto dos ossos.

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Análises confirmaram que se tratava de um adulto de quatro anos, pesando menos de um quilo.

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Diferentemente de formas mais recentes do grupo, o fóssil apresentava braços relativamente mais longos e dentes maiores.

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Isso sugere que a redução de tamanho ocorreu antes da dieta voltada para insetos como formigas.

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A pesquisa também reavaliou fósseis de coleções na América do Norte e na Europa, indicando que os alvarezsaurídeos surgiram antes do que se pensava, ainda na época do supercontinente Pangeia.

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Sua dispersão global teria ocorrido com a fragmentação das massas de terra, e não por migrações através de oceanos.

Foto: Reprodução/Gabriel Díaz Yantén, Universidad Nacional de Río Negro

Novos fósseis da mesma linhagem já estão sendo analisados, prometendo revelar ainda mais segredos sobre esses pequenos sobreviventes da pré-história.

Foto: Divulgação/Minyoung Son, University of Minnesota

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Foto: Reprodução/Gabriel Díaz Yantén, Universidad Nacional de Río Negro