Com o fim da patente da semaglutida (substância usada nas canetas emagrecedoras), é esperada uma expansão no acesso a esses fármacos no Brasil, embora a chegada desses produtos ainda dependa da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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No Brasil, o uso dessas canetas pode ser recomendado principalmente para pessoas com obesidade (IMC acima de 30) ou com sobrepeso associado a comorbidades, como diabetes, problemas cardiovasculares, apneia ou dor articular.
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Especialistas destacam que o IMC sozinho não define risco, pois a gordura abdominal aumenta significativamente a chance de doenças metabólicas, mesmo em pessoas aparentemente magras.
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A queda da patente da semaglutida deve ampliar o acesso ao tratamento, mas a decisão de uso deve sempre ser individualizada e precedida de avaliação médica completa, com exames laboratoriais e análise do histórico clínico, para evitar contraindicações e efeitos adversos.
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A compra legalizada de canetas emagrecedoras é fundamental para evitar fraudes e riscos graves à saúde, segundo alertas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de sociedades médicas.
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Segundo a Anvisa e especialistas, o uso de medicamentos falsificados ou de origem duvidosa pode levar a quadros graves de intoxicação, infecções e até problemas cardíacos e hepáticos.
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Entre 2023 e 2024, a Anvisa confirmou a presença de lotes falsificados de semaglutida no país e determinou a apreensão de inúmeros medicamentos irregulares. Em outro caso, canetas de insulina foram reutilizadas com rótulos adulterados para serem vendidas como Ozempic.
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Além disso, a OMS chegou a identificar lotes falsificados no Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, alertando que esses produtos podem conter substâncias desconhecidas ou doses incorretas.
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Em janeiro de 2026, a Anvisa proibiu e determinou a apreensão de lotes das marcas Synedica e TG, que comercializavam tirzepatida e retatrutida sem registro sanitário.
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Fique atento! Versões de Mounjaro produzidas no Paraguai, vendidas com nomes como Lipoless e T.G., não são genéricos nem possuem registro na Anvisa, apesar de afirmarem conter tirzepatida.
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Embora a fabricação seja permitida pela legislação paraguaia, esses produtos não são equivalentes ao original e entram no Brasil de forma ilegal, sem controle sanitário, transporte adequado ou garantia de eficácia e segurança.
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Para evitar fraudes, as autoridades recomendam desconfiar de preços muito abaixo do mercado, verificar se a embalagem e a bula estão em português e adquirir apenas em farmácias licenciadas — vendas por WhatsApp ou redes sociais são canais preferenciais para golpes.
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