Estudo feito em Barcelona mostra como pequenas mudanças podem aliviar o calor enfrentado por pedestres
Foto: Jorge Fernández Salas/Unsplash
Uma iniciativa inovadora da Universidade de Barcelona, renomada instituição pública espanhola de ensino e pesquisa, mobilizou centenas de moradores para compreender como o calor afeta a população no nível das ruas, onde as pessoas caminham, aguardam o transporte público e realizam atividades do dia a dia. Durante o verão de 2024, ao todo 481 voluntários participaram de 52 caminhadas térmicas em trajetos percorridos normalmente por pedestres. Equipados com sensores, os participantes registraram a temperatura ao longo do percurso e também relataram como percebiam o conforto térmico em cada ponto visitado.
Foto: Jorge Fernández Salas/Unsplash
A combinação entre dados científicos e a percepção dos voluntários permitiu identificar diferenças importantes entre locais muito próximos. O levantamento mostrou que uma calçada arborizada pode oferecer um ambiente muito mais agradável do que outra exposta ao sol, cercada por asfalto e concreto. Essas variações nem sempre aparecem nos aplicativos de previsão do tempo, que costumam apresentar apenas a temperatura média da cidade.
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As rotas analisadas incluíram ruas, praças, parques e caminhos utilizados diariamente para ir ao trabalho, à escola ou aos pontos de transporte coletivo. A pesquisa também evidenciou os efeitos das ilhas de calor urbano, fenômeno causado pelo excesso de construções, pavimentação e escassez de áreas verdes, fatores que elevam a temperatura e reduzem o conforto dos pedestres.
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Os pesquisadores destacaram que cada bairro apresenta características próprias, o que exige soluções específicas para minimizar o impacto do calor. Algumas das medidas sugeridas foram o aumento da arborização, a instalação de estruturas de sombra, a criação de áreas de descanso, a melhoria da cobertura em pontos de ônibus e o uso de materiais que absorvem menos calor.
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O estudo reforçou que o planejamento urbano deve considerar não apenas os dados climáticos gerais, mas também a experiência de quem circula pelas ruas. A iniciativa ainda serve de referência para cidades de outros países, inclusive do Brasil, onde enfrentar longos trajetos sob temperaturas elevadas faz parte da rotina de milhões de pessoas.
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Além disso, os resultados demonstraram que mesmo pequenas intervenções no espaço urbano podem melhorar significativamente a qualidade de vida, incentivar os deslocamentos a pé e tornar as cidades mais resilientes diante do aumento das temperaturas causadas pelas mudanças climáticas.
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