A capacidade de sustentação da passarela que conduz aos mirantes do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, resulta de um impressionante projeto de engenharia estrutural. No dia 14 de outubro, a vazão das Cataratas chegou a 15,8 milhões de litros por segundo, mais de dez vezes acima da média histórica, e a água cobriu a estrutura utilizada pelos visitantes.
Foto: Reprodução/Band
Em episódios anteriores, o volume já alcançou 46 milhões de litros por segundo sem destruir as vigas e os pilares de concreto. Um dos principais fatores que explicam essa resistência está nas fundações, construídas com uma técnica conhecida como estacas-raiz.
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O método, segundo uma reportagem feita pelo g1, consiste em perfurar a rocha, inserir estruturas de aço e injetar cimento sob pressão, o que cria uma ligação firme entre o terreno e a construção. Dessa forma, a base consegue suportar tanto o peso da passarela e dos turistas quanto a pressão lateral exercida pela correnteza.
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A obra da passarela que existe hoje começou em 1992, após uma enchente destruir a estrutura anterior, inaugurada em 1970, e foi concluída em 1993. Durante a construção, os engenheiros precisaram desviar temporariamente o Rio Iguaçu para permitir a instalação das fundações.
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A primeira tentativa fracassou quando uma cheia arrastou equipamentos e estruturas provisórias, o que levou as equipes a transferir o desvio para um ponto mais distante das cataratas. Apesar das dificuldades, os pilares de concreto permaneceram intactos durante os episódios de inundação.
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Atualmente, a estabilidade da passarela passa por avaliações técnicas periódicas, que utilizam equipamentos capazes de detectar deslocamentos milimétricos nos pilares. A concessionária Urbia+Cataratas afirma que, desde o início do monitoramento sob sua responsabilidade, as medições não apontaram alterações na posição da estrutura.
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As inspeções ocorrem pelo menos uma vez por ano e podem se tornar mais frequentes diante de qualquer sinal de mudança. Durante as enchentes, as grades metálicas de proteção são retiradas para reduzir a resistência à passagem da água e evitar o acúmulo de galhos e troncos.
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Após uma cheia, a reabertura depende de uma vistoria de engenheiro estrutural, que analisa possíveis danos e emite um laudo sobre as condições de segurança. O acesso só é liberado quando a vazão fica abaixo de 8 milhões de litros por segundo e a avaliação técnica autoriza a circulação.
Foto: Wikimedia Commons/Renan Siqueira Teixeira
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