Quem foi Fernão Dias, vetado como nome de metrô em São Paulo

Bandeirante era escravagista e um dos mais ricos de São Paulo

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Homenagem em São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) vetou a mudança do nome da Estação Paulo Freire do Metrô para Fernão Dias, na Linha 2-Verde. A medida atende recurso da deputada estadual Ediane Maria (PSOL). (01/12)

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Mudança

A mudança de nome faria parte da expansão na Zona Leste da capital. O nome de Fernão Dias foi considerado após Tarcísio de Freitas (Republicanos) assumir o governo. (02/12)

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Quem foi Fernão Dias?

Fernão Dias (1608-1681) foi um bandeirante e explorador brasileiro do período colonial. Ele realizava expedições em busca de ouro e pedras preciosas. (03/12)

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Escravagista

Um dos homens mais ricos de São Paulo, Fernão Dias usava mão de obra escrava em suas expedições e incursões pelo Brasil, conforme apontam registros históricos. (04/12)

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Bandeirante

Considerado um dos maiores bandeirantes, ele atuou no povoamento e colonização da província, e ganhou o apelido de "caçador de esmeraldas" a partir da década de 1670. (05/12)

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Esmeraldas

Fernão Dias acreditava ter descoberto jazidas de esmeralda em Minas Gerais, mas morreu antes que seu filho descobrisse que se tratavam de turmalinas. (06/12)

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Homenagens

Assim como outros bandeirantes, a história de Fernão Dias foi romantizada ao longo dos anos. Ele foi homenageado de diversas formas, com estátuas e até nome de rodovia. (07/12)

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Imagem de herói

A imagem de Fernão Dias como "herói nacional" tem perdido força após ele ser apontado como escravagista e ter aparecido no projeto de historiadores "Galeria de Racistas". (08/12)

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Quem será o homenageado?

Com o veto, o homenageado na estação de metrô será o Paulo Freire. O educador foi um educador brasileiro, nascido em 1921 no Recife. Ele dedicou a vida à pedagogia. (09/12)

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Educação

Sua metodologia envolveu uma experiência: em 45 dias, ensinou 300 alunos a ler e escrever na cidade de Angicos, Rio Grande do Norte. O método estimulava o senso crítico. (10/12)

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Alvo de ataques

Paulo Freire, seu método e sua filosofia em prol do ensino foram atacados pela extrema-direita brasileira, incomodada com o fato de a pedagogia freireana ser essencialmente política. (11/12)

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