Pra quem não viu: Justiça inocenta empresa aérea por tragédia que matou todos a bordo

Foto: Pawel Kierzkowski - Wikimédia Commons

A tragédia com o Voo 447, da Air France, teve um desfecho que as famílias das vítimas não esperavam: a empresa aérea Air France e a fabricante do avião, Airbus, foram inocentadas. Na foto, o avião em 2007, dois anos antes de cair no oceano. O FLIPAR mostrou e republica para quem não viu

Foto: Pawel Kierzkowski - Wikimédia Commons

O Tribunal de Justiça de Paris absolveu as duas empresas por considerar que, embora tenham cometido "falhas", não foi possível demonstrar, com certeza, a sua culpa no acidente.

Foto: Gerd Eichmann wikimedia commons

O avião caiu no Oceano Atlântico, em 1/6/2009, após passar por uma turbulência muito severa

Foto: Força Aérea Brasileira

No acidente, todas as 228 pessoas a bordo morreram: 12 tripulantes e 216 passageiros (sendo 126 homens, 82 mulheres, 7 crianças e 1 bebê). Na foto, algumas das vítimas.

Foto: Aquivos pessoais

O avião tinha decolado do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 19h29 de 31/5/2009.

Foto: Divulgação RIOgaleão

Seu destino era o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, na França.

Foto: Fyodor Borisov - Wikimédia Commons

Mas 3 horas e 45 minutos após a decolagem, o avião caiu no mar, a 820 km do arquipélago de Fernando de Noronha.

Foto: Mysid Domínio público

Os primeiros destroços foram encontrados dois dias depois do acidente.

Foto: Reprodução de vídeo

As caixas pretas só foram localizadas depois de dois anos. Elas estavam a quase 4 mil metros de profundidade.

Foto: Reprodução Rede Globo

Durante as investigações, ficou constatado que o piloto mais novo, Bonin, é que estava no controle (o comandante dormia) e decidiu encarar uma tempestade.

Foto: Imagem de PayPal.me/FelixMittermeier por Pixabay

Outros aviões já tinham mudado de rota para evitar essa tormenta, perto da Linha do Equador, na chamada Zona de Convergência Intertropical.

Foto: Felix Mittermeier pixabay

Os tubos de pitot — que ficam na dianteira do avião, do lado de fora, e medem a velocidade da aeronave — congelaram e deixaram de enviar informações para a cabine. Com isso, o piloto automático deixou de funcionar.

Foto: Kolossos wikimedia commons

No modo manual, Bonin resolveu erguer o nariz do avião. A aeronave perdeu sustentação e velocidade. E começou a despencar.

Foto: Gianluca por Pixabay

Durante 4 minutos e 23 segundos o avião caiu com o nariz apontado pra cima até se chocar com o mar.

Foto: Youtube Canal satlo1

Famílias das vítimas exigiram na Justiça que a Airbus fosse punida pela falta de troca dos pitots, que já haviam apresentado problemas antes.

Foto: Reprodução de TV

E culparam a Air France pela falta de treinamento de pilotos para aquele tipo de situação.

Foto: reprodução de TV

Dos 228 mortos, 58 eram brasileiros.

Foto: Valter Campanato/ABr - Agência Brasil

A tragédia foi tão impactante que o setor de aviação mudou alguns procedimentos de treinamento. Na época, os profissionais não eram capacitados para perda de controle das aeronaves em altas altitudes. E isso passou a ser feito.

Foto: Roberto Maltchik - Agência Brasil

Também houve modernização dos tubos de pitot e aumento do tempo de localização das caixas pretas por emissão de sinal, entre outras questões técnicas.

Foto: Reprodução Rede Globo

A decisão da Justiça indignou parentes das vítimas. Danièlle Lamy é a presidente da associação e disse que todos estavam esperando por um julgamento imparcial, e que ficaram enojados com a notícia da absolvição.

Foto: Reprodução de TV

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Foto: Pawel Kierzkowski - Wikimédia Commons