Diversas espécies de animais de matas brasileiras podem desaparecer
Diversas espécies de animais que vivem em matas brasileiras correm risco de extinção. E ambientalistas unem esforços para a preservação.
Foto: Ironman br wikimedia commons
Desde 2016, uma equipe da SAVE Brasil monitora a espécie na Estação Ecológica de Murici, em Alagoas, onde vivem choquinhas remanescentes. A área de preservação, criada em 2001, é um refúgio de Mata Atlântica. E restam apenas 4 dessa espécie .
Foto: Divulgação Ministério do Meio Ambiente
A SAVE Brasil (Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil) é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 2004, que atua na proteção das aves e de seus habitats naturais no Brasil.
Foto: Divulgação
A choquinha-de-Alagoas é uma pequena ave endêmica da Mata Atlântica nordestina, encontrada apenas na Estação Ecológica de Murici, em Alagoas. Portanto, o esforço pata mantê-la é concentrado.
Foto: Dario Sanches wikimedia commons
Os pesquisadores da SAVE Brasil lembram que outras espécies de aves que ocorriam apenas na região já foram extintas: limpa-folha-do-nordeste (na foto), gritador-do-nordeste e caburé-de-pernambuco. Ambientalistas conseguiram salvar o mutum-de-alagoas em cativeiro, mas ele está extinto na natureza.
Foto: Ciro Albano wikimedia commons
Em Belém, o professor Gustavo Melo, da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Pará, avistou em agosto de 2024 um uiraçu, ave rara e ameaçada de extinção.
Foto: Gustavo Melo/Universidade Federal do Pará
O flagrante foi no Parque Estadual do Utinga, uma unidade de conservação na região metropolitana da capital paraense, criado em 1993 para preservação de ecossistemas de relevância ecológica.
Foto: Túllio F wikimedia commons
Com uma área de 14 km², o parque também é dedicado ao ecoturismo, oferecendo trilhas para caminhadas, rapel, tirolesa e outras atrações para os aventureiros, além de ser um espaço de lazer e contemplação para os próprios moradores de Belém no dia a dia.
Foto: Túllio F wikimedia commons
O uiraçu é uma ave de rapina nativa das florestas tropicais da América Central e do Sul. Ele é mais comumente encontrado na Amazônia, que abrange Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Suriname, Guiana e Bolívia. E também pode ser encontrada em florestas da América Central.
Foto: Alex Lee wikimedia commons
Este pássaro está adaptado para viver em habitats florestais densos, onde caça mamíferos de médio porte, como macacos e bichos-preguiça.
Foto: Shao wikimedia commons
A espécie é classificada como "Vulnerável" pela Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e também figura como "Criticamente em Perigo" em algumas regiões, como a Mata Atlântica no Brasil.
Foto: Francesco Veronesi wikimedia commons
Essa ave da família dos Psittacidae também é chamada de Perequitão Nordestino. Mede 30 cm de comprimento e pesa cerca de 130 g. Bela, tem a cabeça e partes inferiores laranja, manto verde e peito avermelhado. A ave vive no Pará, Maranhão, Roraima ,Piauí, Pernambuco e Goiás. Mas pode desaparecer em certas regiões.
Foto: Sascha Kohlmann wikimedia commons
Ararinha Azul - Espécie endêmica do norte da Bahia, sofreu com a caça e com o corte indiscriminado de árvores da caatinga e chegou a ser considerada extinta em 2020. Mas em junho de 2022 oito aves dessa espécie foram trazidas da Alemanha para reintrodução no Brasil.
Foto: Divulgação ACTP ICMBio
Ararajuba - Ave verde e amarela que só existe na Amazônia e entrou na lista das ameaçadas de extinção em 2016.
Foto: ICMBio
Ariranha - Mamífero do Pantanal, também é conhecida como lontra gigante e é caçada para obtenção da pele aveludada.
Foto: ICMBio
Lobo-Guará - Vive em savanas do centro-oeste do Brasil. Tem sofrido com a destruição do cerrado para ampliação da agricultura. É vítima de caça, atropelamento e doenças transmitidas por cães domésticos.
Foto: Rogerio Cunha de Paula ICMBio
Sapo-Folha - Espécie da Serra do Timbó, na Bahia, tem apenas 4 cm e vem sendo afetada pelo desmatamento para cultivo de cacau e banana e também para criação de áreas de pastagem.
Foto: Marco Freitas ICMBio
Muriqui-do-Norte - É o maior primata das Américas, chegando a pesar 15 kg. Só é encontrado na Mata Atlântica e sofre com o desmatamento e a caça.
Foto:
Macaco-Prego Dourado - Natural da Mata Atlântica, habita unidades de conservação na Paraíba e no Rio Grande do Norte. E tem sido tratado por especialistas num grande esforço pela preservação da espécie.
Foto: Keoma Coutinho Arquivo Keoma Coutinho ICMBio
Mico-Leão Dourado - Há décadas sofre ameaça de extinção e os poucos que ainda existem vivem em florestas do Rio de Janeiro. Projetos de conservação têm conseguido impedir o fim da espécie, com muito esforço.
Foto: ICMBio 2
Tatu-Bola - Animal da Caatinga, sua população foi reduzida em 45% em 20 anos. A caça e a degradação ao ambiente em que eles vivem são as causas do risco de extinção do animal, que vem sendo protegido por organizações não governamentais.
Foto: Arquivo ICMBio
Jacaré do Papo Amarelo - Sua população tem reduzido muito nos últimos anos devido às queimadas e à poluição das águas no Pantanal.
Foto: reprodução site da EMBRAPA
Boto Cor-de-Rosa - O maior golfinho de água doce vive na Amazônia e faz parte, inclusive, da cultura popular: o folclore de que se transforma em homem que atrai as mulheres. Tem sido vítima de pesca predatória.
Foto: Arquivo SIbBr
Curimatã - É um dos peixes mais comuns para refeição no Brasil. Mas a pesca de rede faz com que esse animal de água doce corra risco de extinção.
Foto: Divulgação CRBIO08
Pacu - Outro peixe comum no prato dos brasileiros, é vítima de pesca em épocas inapropriadas, quando deveria ser protegido pelo defeso para garantia da reprodução.
Foto: I. Omnitarian wikimedia
Tartaruga Cabeçuda - Vive na costa brasileira, principalmente no Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro. Bota os ovos no litoral e, muitas vezes, os ovos são destruídos nas praias, impedindo a reprodução.
Foto: Dermochelys coriacea (Fauna - Réptil) Tamar
Gato do Mato Pequeno - É menor do que os gatos domésticos: raramente passa de 50 cm de comprimento e pesa em média 2 kg. Natural do Norte e do Nordeste do Brasil, foi perdendo espaço com a ocupação de seu habitat por construções irregulares.
Foto: Gustavo Pedro miraserra org br 2
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Foto: Ironman br wikimedia commons