Foi neste dia, em 1663, que se instituiu no Brasil o Correio-Mor das Cartas do Mar, marco que simboliza o início formal dos serviços postais nacionais.
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Ao longo de mais de três séculos, a empresa passou de mensageiros que viajavam semanas a cavalo ou em navios portugueses para se tornar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em 1969.
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Ao longo do século 20, os Correios ampliaram enormemente seu alcance e portfólio de serviços.
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Além das tradicionais cartas e telegramas, a estatal incorporou serviços expressos como o SEDEX e serviços financeiros como o Banco Postal em parceria com o Banco do Brasil.
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O Código de Endereçamento Postal (CEP), lançado em 1971, chegou para facilitar a organização das localidades brasileiras e facilitar a logística de encomendas.
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Durante boa parte de sua existência, os Correios mantiveram a missão de universalizar a entrega de correspondências e objetos postais em 100% dos municípios brasileiros.
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Esse feito reforçou sua importância social e econômica, especialmente em áreas remotas onde operadores privados nem sempre conseguem atuar de forma ampla.
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Nos anos mais recentes, contudo, a trajetória da estatal tem sido marcada por uma série de desafios.
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A empresa voltou a enfrentar dificuldades financeiras profundas a partir de 2022, com perdas acumuladas, queda de receita e aumento de custos estruturais.
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Entre 2023 e 2025, a situação financeira dos Correios se deteriorou a ponto de precisar acionar planos de reestruturação.
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A empresa passou a buscar aportes e empréstimos junto a bancos com garantia da União para restaurar o equilíbrio financeiro — incluindo um grande financiamento de R$ 12 bilhões contratado no fim de 2025.
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Esse contexto de crise também se manifestou em desafios operacionais perceptíveis ao público como quedas nos volumes transportados e atrasos nas entregas de encomendas.
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O Plano de Desligamento Voluntário (PDV), lançado em 2019, visa o desligamento de 15 mil funcionários só entre 2026 e 2027.
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Hoje, vinculados ao Ministério das Comunicações, os Correios seguem como uma das maiores redes logísticas da América Latina.
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Além disso, a empresa vai além dos serviços postais e exercem papel social e logístico relevante para o Estado.
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Os Correios apoiam ações governamentais como emissão e regularização de CPF, oferta de serviços bancários em locais sem agências, distribuição de vacinas e medicamentos do SUS.
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Durante a pandemia, os Correios ajudaram no cadastramento para o Auxílio Emergencial. Nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, receberam e transportaram doações gratuitamente.
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A empresa ainda mantém a tradicional campanha “Papai Noel dos Correios”, que há mais de três décadas mobiliza voluntários para atender cartas de crianças em situação de vulnerabilidade.
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