O trabalho liderado pela bióloga da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) envolve o desenvolvimento de uma substância chamada polilaminina.
Foto: - Divulgação
Produzida em laboratório, a polilaminina é derivada da laminina, uma proteína naturalmente presente no organismo humano, sobretudo durante a fase embrionária, quando desempenha papel essencial na formação dos tecidos e no crescimento celular.
Foto: Reprodução de Instagram
Tatiana Sampaio passou a investigar o composto com foco em lesões medulares agudas, aquelas que são recentes e podem comprometer movimentos após traumas na coluna.
Foto: Reprodução de vídeo TV Globo
A substância foi testada em um grupo reduzido de pacientes, o que abriu caminho para uma parceria com um laboratório nacional e a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início das etapas regulatórias necessárias a fim de avaliar segurança e eficácia em humanos.
Foto: Reprodução de vídeo Pessoal
“Ainda não é um feito, é uma promessa de tratamento. No dia em que ele estiver registrado, as pessoas usarem e todas elas recuperarem a função, se todo mundo voltar a andar, aí sim fizemos uma revolução”, declarou Tatiana ao portal G1.
Foto: Reprodução do Youtube Canal The Noite com Danilo Gentili
A cautela da pesquisadora deve-se ao fato de serem necessárias fases sucessivas de testes clínicos para comprovar segurança, definir dosagem adequada e mensurar resultados em grupos maiores.
Foto: Reprodução de vídeo TV Globo
Nas redes sociais, ganhou destaque o caso de Bruno Drummond, que sofreu uma lesão medular em 2018 e utilizou a polilaminina. Atualmente, ele compartilha registros de atividades físicas, incluindo musculação.
Foto: Reprodução de vídeo Pessoal
Especialistas, porém, ponderam que parte dos pacientes com lesão medular aguda pode recuperar algum grau de movimento independentemente do uso da substância, a depender do tipo e da gravidade do trauma, além da resposta individual do organismo.
Foto: Reprodução de vídeo TV Globo
No dia 17 de fevereiro de 2026, Tatiana Sampaio esteve com Laís Souza, que ficou tetraplégica em 2014 depois de um acidente enquanto esquiava. A ex-ginasta postou uma mensagem no Instagram sobre esse momento.
Foto: Reprodução do instagram @lalikasouza
“Eu precisava vir pessoalmente agradecer por todos esses anos dedicados à pesquisa. Em 12 anos de lesão, acompanhei inúmeros estudos ao redor do mundo. Li artigos, vi reportagens, ouvi especialistas, mas sem criar expectativas. Nenhum deles tinha despertado em mim o que senti ao conhecer a polilaminina”, escreveu Laís Souza.
Foto: Reprodução do instagram @lalikasouza
A medula espinhal, que percorre o interior da coluna vertebral, funciona como uma via de comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. É por meio dela que comandos motores descem até os músculos e que informações sensoriais, como dor e temperatura, retornam ao sistema nervoso central. Quando ocorre uma lesão, essa comunicação deixa de existir ou fica comprometida.
Foto: Freepik/kjpargeter
A polilaminina, criada em laboratório a partir da laminina, é aplicada diretamente na área lesionada durante a cirurgia. Ali, ela forma uma estrutura que favorece o crescimento de novos prolongamentos nervosos e estimula a criação de rotas alternativas para restabelecer parte dos movimentos.
Foto: Divulgação
Em 2025, a equipe liderada por Tatiana apresentou resultados preliminares de um estudo com oito pacientes. O trabalho indicou evolução variável entre os participantes: alguns tiveram progressos discretos, enquanto outros apresentaram recuperação motora mais expressiva.
Foto: Divulgação
“Por enquanto, é só uma esperança. Não dá para saber se estamos mesmo diante de algo espetacular”, afirmou Tatiana.
Foto: Reprodução de vídeo Brazil Journal
Desde a divulgação dos dados iniciais, familiares de pacientes e pessoas com lesão medular passaram a procurar o Judiciário para obter acesso à substância.
Foto: Reprodução de Instagram
Em entrevista ao canal “Brasil 247”, Tatiana informou que mantém a patente nacional da substância, mas perdeu a internacional.
Foto: Reprodução de Instagram
Segundo ela, a situação teria sido consequência de cortes orçamentários na UFRJ entre 2015 e 2016, período em que a pesquisa estava vinculada à instituição. Para preservar o registro no país, afirmou ter arcado pessoalmente com custos de manutenção.
Foto: UFRJ/Divulgação
Enquanto a repercussão cresce nas redes e reacende expectativas, a própria pesquisadora reforça a necessidade de aguardar o tempo da ciência. É um percurso que exige comprovação rigorosa antes que qualquer promessa se transforme, de fato, em tratamento consolidado.
Foto: Divulgação
Acompanhe o Terra
Diariamente o Terra traz conteúdos para você se manter informado. Acesse o site e nos siga nas redes.
Foto: Divulgação