Ciclone extratropical assola o sul do Brasil; entenda como funciona

Na tarde desta segunda-feira (19/06), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou mais um óbito decorrente do ciclone extratropical que assolou o estado na sexta-feira passada.

Foto: reprodução tv globo

Com esta nova informação, o número total de pessoas mortas em decorrência dessa tragédia climática aumentou para 14.

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Segundo os órgãos competentes, há ainda uma pessoa desaparecida, residente em Caraá, uma das localidades mais afetadas pelo ciclone.

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A Defesa Civil encontrou os corpos das vítimas fatais em várias localidades diferentes: Caraá (4), Maquiné (3), São Leopoldo (2), Novo Hamburgo (1), Bom Princípio (1), Gravataí (1), Esteio (1) e São Sebastião do Caí (1).

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A vítima mais recente ainda não teve sua idade e gênero confirmados.

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Entre as demais vítimas, sete são homens, com idades variando entre 23 e 76 anos, enquanto cinco são mulheres, com idades entre 55 e 92 anos, além de um bebê com apenas quatro meses de vida.

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De acordo com a medição da régua do Serviço Municipal de Água e Esgoto, na manhã de segunda-feira (19/06), em São Leopoldo, o rio do Sinos alcançou a marca de 7,28 metros.

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A instituição também informou que o nível da água continua a subir a uma taxa de 2 centímetros por hora e deve aumentar até o fim do dia.

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O nível das águas normalmente varia entre 2 e 4 metros.

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O nível atual não era registrado desde 2013.

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Ao todo, há 3.713 pessoas desabrigadas e quase 700 desalojadas. Muitas famílias só conseguiram ajuda por meio de embarcações dos bombeiros.

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Somam 41 os municípios do Litoral Norte gaúcho e da Região Metropolitana de Porto Alegre atingidos pelo ciclone.

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A maioria dos desaparecidos é do município de Caraá, situado a 150 km da capital Porto Alegre.

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Ciclones extratropicais são mais frequentes em áreas como América do Norte, Europa e Ásia, embora também possam ocorrer em outras regiões como o Brasil.

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Esses fenômenos climáticos são conhecidos por ventos intensos, chuvas abundantes e, em algumas regiões, até mesmo queda de neve.

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O ciclone que atingiu o Sul do Brasil na última sexta-feira registrou ventos de até 100 km/h, além de chuvas que resultaram em inundações e deslizamentos de terra.

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Os ciclones extratropicais normalmente surgem devido à discrepância de temperatura entre a região equatorial e as latitudes médias.

Foto: WikiImages por Pixabay

Esse processo se dá quando o ar quente da região equatorial se eleva enquanto o ar frio das latitudes médias desce. Esse conflito pode resultar na formação dos ciclones.

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A existência de correntes de ar em diferentes altitudes também pode influenciar a formação desses eventos.

Foto: Reprodução/Regional and Mesoscale Meteorology Branch

Os ciclones extratropicais se distinguem dos ciclones tropicais, que se formam em áreas próximas ao equador.

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Os ciclones tropicais costumam ser mais conhecidos como furacões, tufões ou ciclones, caracterizados por ventos de velocidades extremamente altas.

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Embora sejam menos intensos, os ciclones extratropicais ainda podem provocar danos consideráveis em áreas povoadas.

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Em casos de fenômenos desse tipo, é fundamental estar sempre atento às previsões meteorológicas bem como seguir as orientações da Defesa Civil a fim de reduzir a gravidade da situação.

Foto: divulgação defesa civil rs

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