'Cantores do deus Amon': arqueólogos encontram depósito funerário em região histórica do Egito

Uma missão arqueológica no Egito revelou um depósito funerário coletivo contendo 22 caixões de madeira decorados na região de Luxor, no sudoeste da necrópole de Asasif.

Foto: Reprodução

O achado, datado do Terceiro Período Intermediário (1070 a 664 a.C.), foi feito por uma equipe do Conselho Supremo de Antiguidades em parceria com a Fundação Zahi Hawass para Arqueologia e Patrimônio.

Foto: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades

Diferentemente de uma tumba individual, os caixões foram encontrados empilhados em uma câmara rochosa, com tampas separadas das bases para otimizar o espaço.

Foto: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades

Os artefatos e as múmias estão associados ao título de “cantor(a) de Amon”, sugerindo que o local era destinado a membros do clero musical do deus Amon.

Foto: Jl FilpoC/Wikimedia Commons

Muitas das múmias associadas aos caixões contém o título de “cantor(a) de Amon”, ligado a pessoas — principalmente mulheres — que participavam de rituais musicais dedicados ao deus.

Foto: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades

A repetição do título pode indicar vínculos institucionais ou familiares entre as pessoas enterradas ali, oferecendo novas pistas sobre o funcionamento do clero de Tebas.

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Além dos sarcófagos, foram encontrados vasos cerâmicos lacrados com selos de argila que podem conter materiais orgânicos ou textos sobre os rituais de mumificação.

Foto: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades

Devido à fragilidade da madeira e das ornamentações, os artefatos passarão por restauração e análise minuciosas para revelar possíveis conteúdos orgânicos ou inscrições.

Foto: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades

De acordo com o ministro do Turismo e Antiguidades, Sharif Fathi, a descoberta reforça o “compromisso do Estado egípcio com a preservação patrimonial”.

Foto: Jordi Orts Segalés/Unsplash

Situada às margens do Rio Nilo, no sul do Egito, a região de Luxor é frequentemente descrita como “o maior museu ao ar livre do mundo”.

Foto: Astrid Schmid/Pixabay

Erguida sobre as fundações da antiga cidade de Tebas, a capital dos faraós durante o Império Novo, a área abriga uma alta concentração de monumentos arqueológicos que narram a grandiosidade da civilização egípcia.

Foto: Pexels/Tom D'Arby

Nesse período, Tebas tornou-se um poderoso centro político, religioso e cultural, dedicado principalmente ao culto do deus Amon, uma das principais divindades da religião egípcia antiga.

Foto: Domínio Público

Na margem leste do Nilo ficava a parte urbana da antiga Tebas, onde se encontram alguns dos templos mais impressionantes do Egito.

Foto: Flickr - calixtoantonio3123

Um deles é o Templo de Karnak, um vasto complexo religioso famoso por sua gigantesca sala hipostila que levou cerca de 2 mil anos para ser construído e ampliado por diversos faraós.

Foto: flickr - Fora do Eixo

Próximo dali está o Templo de Luxor, construído principalmente durante os reinados de Amenófis III e Ramsés II, ligado a Karnak por uma antiga avenida de esfinges que servia para procissões religiosas.

Foto: Ramsés - Domíno Público

Na margem oeste do Nilo fica localizada a área funerária da antiga Tebas, onde os egípcios enterravam faraós, nobres e sacerdotes entre as montanhas áridas de calcário.

Foto: Wikimedia Commons/Marc Ryckaert

A região abriga o famoso Vale dos Reis, onde foram descobertos os túmulos de diversos faraós do Novo Império, incluindo o célebre Tutancâmon, cuja tumba praticamente intacta foi encontrada em 1922 pelo arqueólogo Howard Carter.

Foto: Reprodução do Youtube Canal Destinos com Caprice Turismo

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