Telegram está de volta: Justiça liberou

O aplicativo Telegram está de volta. Após suspensão por ordem judicial, a segunda instância aceitou recurso e liberou o uso do app.

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região suspendeu parcialmente a liminar que determinava a suspensão temporária do serviço no país imposta pela Justiça Federal de Linhares, no Espírito Santo.

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Segundo a decisão do desembargador federal Flávio Lucas, a ordem de suspensão completa do serviço “não guarda razoabilidade, considerando a afetação ampla em todo território nacional da liberdade de comunicação de milhares de pessoas absolutamente estranhas aos fatos sob apuração”.

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No entanto, foi mantida a multa diária de até R$ 1 milhão aplicada pela primeira instância, pelo descumprimento da determinação de fornecer os dados dos usuários e dos administradores do canal “Movimento Antissemita Brasileiro” e do chat “Frente Antissemita”.

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Um dos assuntos mais comentados no Brasil na última semana foi justamente a suspensão do aplicativo Telegram. Entenda o porquê disso. O FLIPAR mostrou e volta a explicar o que aconteceu.

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A Justiça Federal suspendeu o aplicativo Telegram e determinou o pagamento de 1 milhão de reais por dia até que a empresa entregasse à Polícia Federal dados sobre pelo menos dois grupos com mensagens neonazistas.

Foto: Divulgação Polícia Federal

Isso porque, no final de novembro, um adolescente de 16 anos invadiu duas escolas em Aracruz (ES), matou quatro pessoas e deixou outras 13 feridas.

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No celular do jovem, a Polícia Federal encontrou algumas mensagens desses tais grupos, como tutoriais de assassinatos e como fazer explosivos.

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O aplicativo tinha até às 19h do dia 26/4 para divulgar todos os dados. Como não fez isso, a multa foi elevada, além do aplicativo suspenso.

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"O menor infrator era integrante de grupos de Telegram de compartilhamento de material de extremismo ideológico, tutoriais de assassinato, vídeos de mortes violentas, tutoriais de fabricação de artefatos explosivos, promoção de ódio a minorias e ideais neonazistas”, destacou a PF.

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Apologia a qualquer crime é ilegal no Brasil. Ainda assim, há quem defenda que as pessoas possam propagar mensagens criminosas pela internet, sob pretexto de liberdade de expressão.

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A Justiça, porém, agiu com base na Lei, já que mensagens neonazistas são criminosas.

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Fato é que no dia 20/4, Flávio Dino, Ministro da Justiça, abriu um processo contra o Telegram e prometeu punir o aplicativo por não colaborar no combate ao discurso de ódio.

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"Esse processo pode resultar em sanções, que estão no Código, que são multas até eventualmente suspensão das atividades no território nacional", comentou Flávio Dino.

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"Falou em nazismo, falou em ataque, ameaçou a comunidade escolar? Estamos fazendo a prisão, porque não há possibilidade de convivermos com esse clima que alguns poucos querem criar.", completou o ministro.

Foto: Reprodução TV Globo

Apesar da punição, muitos usuários falaram que o Telegram voltou a funcionar na quinta 27/4, mas com algumas instabilidades. Em nota oficial, aliás, o aplicativo prometeu recorrer da decisão. A empresa se defendeu dizendo:

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"No Brasil, um tribunal solicitou dados que são tecnologicamente impossíveis de obter. Estamos apelando da decisão e aguardando a resolução final. Não importa o custo, defenderemos nossos usuários no Brasil e seu direito à comunicação privada", começou.

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"A missão do Telegram é preservar a privacidade e a liberdade de expressão em todo o mundo.", completou.

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O Nazismo foi uma ideologia genocida que causou milhões de mortes durante a II Guerra Mundial, com uma política de extermínio de judeus, homossexuais e ciganos.

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O líder foi o austríaco Adolf Hitler, que recebeu apoio da Itália e do Japão, na guerra. Foram derrotados em 1945.

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Vale lembrar que, pouco antes do atentado nas escolas, o pai do atirador compartilhou a imagem do livro Mein Kampf, escrito por Hitler, e repleto de ideias antissemitas.

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O jovem atirador, aliás, usava indumentária nazista. Ele estudou em uma das escolas e usou o carro e as armas do seu pai, que era um policial militar. Após atirar nas duas escolas, o adolescente fugiu, mas foi preso pela tarde.

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O ataque repercutiu nacional e até internacionalmente. No mesmo dia, houve um início de terceiro ataque, na cidade de Colatina, que também fica no Espírito Santo. Ele, porém, estava com um estilete e foi rapidamente controlado por funcionários.

Foto: Reprodução internet

O Telegram é um aplicativo gratuito de troca de mensagens. Ele tenta ser o grande rival do WhatsApp, mas o "zap" tem mais usuários. Aqui no Brasil, o Telegram acaba sendo muito usado em momentos de instabilidade do WhatsApp.

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O WhatsApp foi fundado em 2009, enquanto o Telegram foi criado em 2013, pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov. Antes, eles já tinham fundado a VK, maior rede social russa.

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