De alvo da esquerda a inimigo do bolsonarismo: a trajetória de Alexandre de Moraes
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria sido hostilizado por um grupo de quatro pessoas de uma mesma família brasileira no aeroporto internacional de Roma, na Itália, no dia 14 de julho. O FLIPAR mostrou e republica para quem não viu
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Nos últimos anos, Alexandre de Moraes ganhou destaque no noticiário político nacional ao se tornar alvo da fúria de grupos bolsonaristas.
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Nos ataques às sedes dos poderes da República em 8 de janeiro, em Brasília, seu nome esteve entre os mais citados na boca dos invasores.
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Jair Bolsonaro transformou Alexandre de Moraes em um de seus maiores inimigos durante o seu mandato presidencial (2019-2022).
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Na presidência, Bolsonaro insuflou suas bases diversas vezes contra o ministro, criando sensíveis crises institucionais.
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Um dos principais fatos que despertou a ira de Bolsonaro contra Moraes foi o "inquérito das fake news”.
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Moraes foi nomeado relator do inquérito pelo ministro Dias Tóffoli (foto). O intuito era investigar a máquina de produção e disseminação de notícias falsas nas mídias sociais contra o STF.
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Um dos momentos em que Bolsonaro elevou o tom contra o ministro foi durante atos do 7 de setembro de 2021.
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Em discurso para apoiadores na Avenida Paulista, Bolsonaro chamou Moraes de "canalha": "Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas, turve a nossa democracia e ameace nossa liberdade".
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No fim de junho de 2023, O Tribunal Superior Eleitoral declarou Bolsonaro inelegível até 2030 por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.
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Alexandre de Moraes ocupa uma cadeira no STF desde 2017. Ele foi indicado pelo então presidente Michel Temer para o lugar de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo.
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Nascido em São Paulo, Moraes formou-se na tradicional Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da Universidade de São Paulo.
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Entre 1991 a 2002, atuou como promotor de justiça do estado de São Paulo.
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Em 2002, começou a ganhar notoriedade ao assumir a Secretaria de Justiça do governo Geraldo Alckmin (à época no PSDB e hoje vice-presidente filiado ao PSB).
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De 2007 a 2010 fez parte da equipe de Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, comandando a secretaria municipal de transportes.
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Após um período dedicado ao seu escritório de advocacia, Moraes voltou a um cargo público em novo mandato de Geraldo Alckmin. Ele assumiu a Secretária da Segurança Pública.
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Nesse período, Moraes era alvo de criticas de partidos de esquerda, como o PT, por ações da Policia Militar vistas como violadoras de direitos humanos.
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Após o impeachment de Dilma Rousseff, saltou para a politica nacional ao assumir o ministério da Justiça e da Segurança Pública no governo Michel Temer.
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Sua escolha para o STF gerou muitas críticas do PT. Tempos depois, a artilharia mudaria de lado, partindo do bolsonarismo.
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