Assassino da filha consegue redução de pena por trabalhar e ler livro
A Justiça de São Paulo reduziu em 96 dias a pena de prisão de Alexandre Nardoni, condenado pelo assassinato da filha, Isabella Nardoni, de 5 anos.
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Ele foi condenado a 30 anos, 2 meses e 20 dias de prisão. Mas obteve a redução da pena por ter trabalhado durante 277 dias, entre maio de 2022 e julho de 2023, e por ler o livro "Carta ao Pai", de Franz Kafka, em maio de 2023.
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O livro é uma longa carta escrita por Kafka (e nunca enviada) para o pai, Hermann. A obra só foi publicada após a morte do autor. No texto, ele revela sua mágoa com o pai autoritário.
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A remição — diminuição do tempo de duração da pena — é garantida pela lei aos presos que trabalham, estudam ou leem livros. São 4 dias de redução a cada livro lido (com limite de 12 livros por ano). E 1 dia a menos na cadeia a cada 3 dias trabalhados ou 12 horas na escola.
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A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, também foi condenada pelo crime (a 26 anos de cadeia). Mas desde de junho de 2023, ela cumpre a pena em regime aberto.
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Alexandre Nardoni também conseguiu benefício e está no regime semiaberto, que permite saídas ocasionais, desde 2019.
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O crime que chocou o Brasil foi em 29/3/2008. Ou seja, completou 15 anos em 2023.
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De acordo com a investigação policial, a criança foi sufocada pela madrasta e atirada da janela do sexto andar de um apartamento pelo pai.
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Isabella tinha cinco anos e o crime aconteceu na zona norte de São Paulo. E os dois foram presos ainda em 2008.
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Um documentário que revisita o caso entrou no catálogo da Netflix.
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"Isabella: O Caso Nardoni" tem direção de Claudio Manoel, ex-“Casseta & Planeta”, e Micael Langer.
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"A ideia é manter o caso na memória mesmo. Foi uma coisa marcante. Todo mundo que viveu aquela época se lembra, mas de muita coisa já não se recorda mais", explicou Claudio Manoel à Folha de S.Paulo.
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O longa-metragem conta com depoimento de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella.
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Ao portal UOL, ela declarou ter relutado em dar entrevista para a produção a fim de preservar os filhos Miguel, de 7 anos, e Maria Fernanda, de 3. Mas acabou participando do documentário.
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"Liguei para o Claudio (um dos diretores) falando que achava que era muito delicado, que isso ia mexer com feridas, porque hoje isso envolve meus filhos. Tenho um filho de 7 anos que sabe que tem uma irmã mais velha, mas não sabe a realidade dos fatos. Aí, eu desisti, mas depois voltei atrás", explicou,
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"Quando eu realmente vi que ela não tinha sobrevivido, a única coisa que eu consegui falar no ouvido dela foi: ‘Você pode ir. Vai em paz, que eu vou cuidar de tudo que aconteceu aqui", diz a mãe de Isabella em trecho divulgado pela Netflix em trailer do documentário.
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Os avós maternos da criança são os outros familiares que deram depoimento para o filme.
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A produção do documentário se debruçou sobre mais de seis mil páginas de processo e gravou 118 horas de entrevistas
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Também foram reunidos mais de 5 mil itens de arquivo fotográfico retirados de veículos de imprensa e cedidos por familiares de Isabella.
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O material se concentra em depoimentos de pessoas envolvidas diretamente nas investigações e cobertura do caso: juiz, promotor, policiais, peritos, advogados e jornalistas.
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Claudio Manoel destaca que o longa procura não somente resgatar a história como gerar reflexões sobre diversos aspectos da sociedade brasileira.
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“São reflexões sobre a nossa sociedade, sobre a justiça criminal – na verdade, sobre o nosso sistema como um todo – e ainda sobre o sensacionalismo”, enfatizou.
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Alexandre e Anna Carolina Jatobá não quiseram dar entrevistas para os diretores. O julgamento do casal aconteceu dois anos depois do crime.
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