Animal 'imortal' vira febre depois de 'Minecraft'
Um animal símbolo da cultura mexicana, conhecido por sua aparência exótica, se tornou uma febre na internet por causa do jogo "Minecraft".
Foto: Montagem/Reprodução
O axolote (Ambystoma mexicanum) foi incluído no game em 2021 e passou a ser conhecido no mundo inteiro.
Foto: Reprodução/TV Globo
Lançado em 2009, "Minecraft" é um dos maiores fenômenos globais do mundo dos videogames.
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Também em 2021, o animal inusitado foi escolhido para estampar a nota de 50 pesos mexicanos. “Foi quando a ‘axolotomania’ explodiu”, contou Yanet Cruz, diretora do Museu Chinampaxóchitl, que fica na Cidade do México.
Foto: Reprodução/Reddit
Desde 2019, o axolote está classificado como criticamente ameaçado de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).
Foto: Flickr - Ruben Undheim
A principal causa é a degradação dos lagos e canais da Cidade do México, altamente poluídos e sujeitos à urbanização desenfreada.
Foto: Domínio Público
Segundo lendas da mitologia Nahua, o axolote seria a encarnação do deus Xólotl, que se recusou a se sacrificar para dar movimento ao mundo.
Foto: Domínio Público
Ao fugir, Xólotl teria então se transformado nesse animal aquático, considerado um ser divino que transita entre a vida, a morte e o renascimento.
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Hoje, o axolote é um símbolo de identidade para os povos originários da região de Xochimilco, nos arredores da Cidade do México.
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Até hoje essa área ainda abriga os canais e chinampas — sistemas agrícolas flutuantes pré-hispânicos — que servem de habitat natural para a espécie.
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A preservação do axolote está intrinsecamente ligada à conservação dessas chinampas, que além de sustentarem a biodiversidade local, ainda são usadas por comunidades para cultivar alimentos como milho, feijão, abóbora e pimentas.
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Do ponto de vista biológico, o axolote possui características extraordinárias que o tornam único no reino animal.
Foto: Reprodução/TV Globo
Ele possui uma incrível capacidade de regeneração que o permite reconstruir não apenas membros perdidos, mas também partes vitais como coração, medula espinhal e até porções do cérebro!
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Como um anfíbio permanentemente aquático, desenvolveu uma adaptação evolutiva singular: a capacidade de respirar simultaneamente por brânquias, pele e pulmões.
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Em cativeiro, o axolote pode viver até impressionantes 20 anos, um contraste com sua expectativa de vida na natureza, que raramente ultrapassa 4 anos devido às constantes ameaças ambientais.
Foto: Wikimedia Commons/Vassil
No México, os axolotes são vendidos legalmente com cerca de 10 cm de comprimento e custam em torno de 200 pesos (aproximadamente US$ 10).
Foto: Wikimedia Commons/ Emőke Dénes
Apesar da variedade albina (rosada) ser popular, na natureza a espécie geralmente apresenta pele escura para camuflagem.
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Seu habitat tradicional nos canais de Xochimilco enfrenta sérios desafios, incluindo a competição com espécies invasoras como carpas e tilápias.
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Como bem resume Yanet Cruz, do Museu Chinampaxóchitl, a preservação do axolote vai muito além da conservação de uma espécie — trata-se de proteger todo um patrimônio cultural e ecológico.
Foto: LaDameBucolique/Pixabay
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