O caso teria ocorrido no Colégio Santo Agostinho, na Barra da Tijuca, bairro nobre da zona oeste carioca. E os rostos das jovens teriam sido colocados com corpos nus, numa montagem feita por aplicativo de inteligência artificial.
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A investigação está sendo conduzida com sigilo e nenhum nome foi divulgado, até porque a lei brasileira protege o anonimato de menores em caso de constrangimento ou infração legal.
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O Colégio Santo Agostinho, que é católico, divulgou nota de repúdio, se disse decepcionado e assustado com a denúncia e lamentou que a inteligência artificial seja usada de forma errada.
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Casos envolvendo nudez de alunos têm ocorrido e preocupam os pais e as autoridades. Veja dois casos recentes.
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Em abril de 2023, a Universidade São Camilo suspendeu a participação de alunos de Medicina que fizeram um "paredão de bunda", mostrando as nádegas para provocar estudantes da Universidade Santo Amaro (Unisa) durante um campeonato.
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E a Unisa expulsou 15 estudantes do curso de Medicina, todos calouros entre 18 e 19 anos, também por atos obscenos.
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Num vídeo divulgado nas redes sociais, os estudantes aparecem com as calças abaixadas, mostrando partes íntimas, enquanto estavam na arquibancada durante um jogo de vôlei feminino.
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Um outro vídeo do mesmo grupo exibe o momento em que eles correm nus pela quadra.
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As cenas só viralizaram nas redes sociais em setembro, mas o fato aconteceu em abril durante uma competição esportiva entre várias universidades.
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No dia 17/9, o youtuber e empresário Felipe Neto chegou a cobrar um posicionamento da Unisa: “A faculdade não vai se pronunciar? Não vai fazer nada?”
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Pelo Instagram, a universidade anunciou que a reitoria ficou ciente de um caso "contendo gravíssimas ocorrências envolvendo os alunos do seu curso de medicina".
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A Unisa classificou as imagens de "execráveis" e explicou que, embora os acontecimentos não tenham ocorrido nas instalações da universidade e não sejam de sua responsabilidade direta, eles decidiram aplicar a punição mais rigorosa prevista em seu regulamento.
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Além disso, devido à seriedade dos acontecimentos, a instituição também reportou o caso às autoridades públicas. A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar o caso.
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Ao UOL, os alunos alegaram, sob anonimato, que não se masturbaram, como foi relatado em algumas postagens nas redes sociais.
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Alunos da Unisa disseram que atos obscenos são 'exigidos ' pelos veteranos quando calouros entram na faculdade.
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O ministro da Educação, Camilo Santana, instruiu o MEC a verificar as ações foram tomadas em relação aos atos obscenos dos estudantes.
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O Conselho Regional de Medicina do Estado São Paulo (Cremesp) repudiou a conduta dos estudantes e disse que “não possui competência legal para atuar em relação aos alunos, uma vez que a atividade do Conselho limita-se a profissionais médicos formados e registrados no Estado de São Paulo”.
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O Centro Acadêmico Rubens Monteiro de Arruda, do curso de Medicina da Unisa, publicou: “Nós não compactuamos com atitudes que ofendam, humilhem e constranjam qualquer pessoa”.
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A União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Ministério das Mulheres também emitiram notas de repúdio.
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