A origem e o papel dos plânctons na natureza
Na ilha de Vaadhoo, que fica nas Maldivas, ocorre um fenômeno natural impressionante em que o mar parece brilhar à noite com uma intensa luz azul.
Foto: Flickr Doug Perrine
Esse efeito é causado pela bioluminescência de microrganismos chamados fitoplânctons, que emitem luz quando são perturbados por ondas, passos na areia ou movimentos na água.
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Cientificamente, essa luz é uma reação química fria que serve como mecanismo de defesa para afastar ou confundir predadores. O fenômeno ocorre com maior frequência entre julho e fevereiro, mas depende das condições do mar e do clima.
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Embora a bioluminescência exista em várias regiões do planeta, as praias das Maldivas se destacam por apresentar um espetáculo especialmente intenso, favorecido pelas águas tropicais ricas em fitoplânctons, pelas temperaturas adequadas e pela baixa poluição luminosa.
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A paisagem luminosa se tornou uma das atrações naturais mais famosas do arquipélago e já inspirou representações em produções culturais, como o filme “Avatar”, de 2009.
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O termo plâncton não se refere a uma única espécie, mas sim a um conjunto de organismos microscópicos que vivem suspensos na água e são levados pelas correntes marinhas, sem capacidade de nadar contra elas.
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Esses seres habitam praticamente todos os ambientes aquáticos do planeta, estando presentes em mares e oceanos de grande profundidade, além de lagos, rios e lagoas.
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O plâncton é fundamental para o funcionamento dos ecossistemas aquáticos e para o equilíbrio ambiental da Terra, pois forma a base da cadeia alimentar de grande parte da vida marinha.
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Para organizar melhor esse universo microscópico, os cientistas dividem o plâncton em dois grandes grupos principais: o fitoplâncton e o zooplâncton.
Foto: Alvaro Bejarano/Pixabay
O fitoplâncton é composto por organismos autotróficos, como algas microscópicas e cianobactérias, que realizam fotossíntese. Assim como as plantas terrestres, eles utilizam a luz do sol, o dióxido de carbono e nutrientes presentes na água para produzir energia.
Foto: Domínio Público
Por isso, o fitoplâncton é considerado o principal produtor primário dos oceanos, sendo responsável por iniciar grande parte das cadeias alimentares marinhas.
Foto: Reprodução de vídeo TV NE2
Esses organismos também desempenham um papel essencial na regulação do clima global, pois produzem uma quantidade enorme de oxigênio durante a fotossíntese.
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Estima-se que o fitoplâncton seja responsável por cerca de metade do oxigênio liberado na atmosfera do planeta, funcionando como verdadeiros “pulmões da Terra”.
Foto: Reprodução/YouTube
Já o zooplâncton representa a parte animal ou consumidora, formada por minúsculos crustáceos, larvas de peixes e protozoários que se alimentam do fitoplâncton ou de outros pequenos organismos.
Foto: Flickr - Matt Wilson/Jay Clark, NOAA NMFS AFSC
Muitos desses organismos são transparentes e extremamente delicados, mas atuam na transferência de energia dentro dos ecossistemas marinhos, servindo de alimento para peixes, baleias, águas-vivas e diversos outros animais.
Foto: Reprodução/YouTube
Além desses, existe também o bacterioplâncton, composto por bactérias e arqueias que desempenham um papel crucial na decomposição e na reciclagem de nutrientes no oceano.
Foto: Pexels/Pixabay
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Foto: Flickr Doug Perrine