Sem empatia e superinteligência: 9 mitos sobre autistas

Dia Mundial do Autismo, celebrado no dia 2 de abril, lembra a importância de romper preconceitos

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Mito 1: não têm sentimentos pelos pais

Falso. O que acontece é que para alguns autistas não é fácil nomear ou demonstrar emoções, mesmo com a família. A dificuldade de olhar nos olhos, característica do TEA, também não deve ser confundida com desamor.

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Mito 2: não sentem empatia

Mais uma vez, a dificuldade em expressar sentimentos não deve ser tida como frieza ou falta de empatia. Embora haja uma dificuldade de interação social, muitos autistas desenvolvem relações e preocupação com os sentimentos dos outros.

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Mito 3: inteligência acima da média

Cerca de 10% dos autistas tem a chamada síndrome de Savant, também conhecida como síndrome da genialidade. São pessoas com QI abaixo da média, mas com habilidades acentuadas em áreas como memória, cálculo, idiomas, pintura ou música.

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Mito 4: tem cura

Autismo não é doença. Portanto, nenhuma pessoa com TEA pode ser "curada". É um transtorno que atinge questões do neurodesenvolvimento e cujos sintomas e grau podem diminuir com o tratamento adequado.

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Mito 5: são antissociais

Autistas compreendem o mundo de forma literal, por isso certas regras implícitas do convívio social não são assimiladas. Porém, apesar da dificuldade, muitos tendem a ter facilidade em criar amizades quando se sentem confortáveis.

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Mito 6: virou moda falar que é autista

Essa percepção é preconceituosa e equivocada. O que acontece é que hoje o diagnóstico é mais assertivo e facilitado para pessoas de todas as idades, inclusive adultos que, por muito tempo, foram submetidos a tratamentos inadequados.

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Mito 7: crianças autistas são mal educadas

Crianças autistas de grau severo (nível 3), em geral, são tidas como birrentas e até agressivas. Mas não é bem assim. O que acontece é que expressam um enorme desconforto em determinadas circunstâncias, como ambientes com muito estímulos e situações fora da rotina.

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Mito 8: são incapazes de ter um pet

Falso. Inclusive, crianças com autismo se dão muito bem com animais de estimação. Os pets ajudam na regulação do comportamento e aumentam a capacidade de relacionamento social, comunicação verbal e empatia.

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Mito 9: vivem em seu próprio mundo

Não, autistas vivem no mesmo mundo que nós, mas se desenvolvem de forma diferente e reagem às situações de modo distinto. Embora o TEA conte com dificuldades na socialização, a inclusão é fundamental para pessoas neurodivergentes. Elas podem estudar, casar, ter filhos, trabalhar, etc.

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