Quem é a primeira cirurgiã cardíaca indígena do Brasil

Conheça Myrian Krexu Veloso, do povo Guarani Mbyá

Foto: Reprodução/Instagram/@myrianveloso

Origens

Myrian Krexu Veloso tem 35 anos e pertence ao povo Guarani Mbyá. Ela nasceu na cidade de Xanxerê (SC), mas cresceu no Território Indígena Rio das Cobras, no Paraná.

Foto: Juan Schenone

Trabalho

Myrian trabalha como cirurgiã cardíaca em cinco hospitais (públicos e privados) de Curitiba (PR). Além de atuar na UTI, ela divide o tempo entre o consultório próprio, atendimentos clínicos cardiológicos e trabalhos voluntários no âmbito da saúde pública.

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Agenda

"Há semanas em que trabalho de domingo a domingo, entre cirurgias, consultório e plantões. Procuro sempre estudar entre uma folga e outra para me manter atualizada e porque também gosto de aprender sobre todos os assuntos", conta em entrevista ao Terra NÓS.

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Carreira

"Sempre tive predileção por áreas cirúrgicas, pois tenho muita habilidade manual desde a infância. No início, me apaixonei pela anatomia e o funcionamento do coração, mais tarde pela cardiologia clínica. Sinto que foi a escolha perfeita", relata.

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Sonho de infância

Nascida em uma família que sempre valorizou os estudos, Myrian conta que o interesse pela medicina surgiu bem cedo, aos quatro anos de idade, quando quebrou o braço e precisou ir ao médico. "Ali eu descobri o que gostaria de fazer", lembra.

Foto: Reprodução/Instagram/@myrianveloso

Dificuldades

"Reagi com educação e paciência ao preconceito de quem acreditava que eu não merecia estar ali ou duvidava da minha origem com base em ideias estereotipadas. Aqueles que estavam dispostos a aprender e a me conhecer se tornaram grandes amigos", diz.

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Vida pessoal

"Sou casada há mais de dez anos. Não tenho filhos ainda. Respeito o tempo e o fluxo da natureza", explica Myrian, que costuma compartilhar alguns momentos pessoais no Instagram, como o carinho por seus gatos.

Foto: Reprodução/Instagram/@myrianveloso

Ativismo

Entre os diversos trabalhos sociais que participa, Myrian vem desenvolvendo um projeto de hortas medicinais com comunidades indígenas Guarani que busca a preservação dos conhecimentos da medicina da floresta e das espécies medicinais nativas da Mata Atlântica.

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Relax

Nas raras ocasiões de folga, a cirurgiã afirma que gosta de "fugir e desconectar". "Costumo ir para rios, cachoeiras ou passar um tempo na Mata Atlântica", afirma. Ela também adora ler, escrever e desenhar. "Faço ilustrações médicas e científicas", conta.

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