Personagens 60+ estereotipados das novelas

Eles escorregam na hora de representar os idosos na TV

Foto: Reprodução/TV Globo

A fofoqueira

Em "Vai na Fé" quem cumpre a cota de língua solta da vizinhança de Piedade é Dona Neide (Neyde Braga), sempre de butuca na calçada em busca de um fuxico.

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O ranzinza

Implicantes e controladores, surgem para mostrar o lado amargo e disfuncional da velhice como Olegário (Hugo Carvana) em "Insensato Coração" (2011). É de praxe terem uma espécie de "redenção" antes de morrerem na história.

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A matriarca

Às vezes cômica, quase sempre amarga, ela conduz a família com mão de ferro, repressão e julgamento. Em geral, consiste numa caricatura pouco fiel à hierarquia familiar da vida real. Um exemplo foi Encarnação (Selma Egrei) de "Velho Chico" (2016).

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A guardiã

O arquétipo da mulher idosa que tem um passado trágico e/ou guarda segredos ocultos aos demais personagens é outro recurso comum das novelas. Um exemplo foi a Senhora (Suzana Faini) de "Espelho da Vida" (2018).

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O folgado

O idoso malandro escorado na família é outro clichê bastante usado. Nelson (Stepan Nercessian) ocupou a função em "Quanto Mais Vida, Melhor!" (2021).

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A cafetina

Versão mais pop e menos sombria do que a guardiã: a dona de bordel idosa que morre sem revelar um grande segredo, como ocorreu com Cândida em "Terra e Paixão".

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O milionário de bom coração

Ele entra em cena para ajudar a heroína sofrida e logo em seguida morre, deixando uma fortuna imensa que permite à moça se reinventar e se vingar como fez Ludovico (Ary Fontoura) em "Chocolate com Pimenta" (2003).

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Os queridos

Fofinhos e bonitinhos como Flora e Leopoldo (Carmen Silva e Oswaldo Louzada) de "Mulheres Apaixonadas" servem como contraponto aos familiares malvados, expressando uma visão maniqueísta e romantizada do envelhecimento.

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A freira má

A madre superiora fria e cruel - mais uma vez se apoiando no clichê do passado nebuloso - volta e meia dá às caras na teledramaturgia. Uma que marcou época foi Irmã Maria (Marly Bueno), que tinha feito um aborto na juventude em "Páginas da Vida" (2006).

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A empregada "da família"

Desde a Mina (Ilma Niño) de "Roque Santeiro" (1985) até a Creusa (Luci Pereira) de "Travessia" (2022), a figura da doméstica de anos que serve de apoio e capacho às patroas é um recurso já ultrapassado.

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Exemplo positivo

Dora (Cláudia Ohana) e Fábio (Zé Carlos Machado) têm conquistado o público de "Vai na Fé" por formarem um casal 60+ amoroso, realista e alinhado às ideias de que homens e mulheres têm o direito de envelhecerem como bem quiserem.

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