A Bolsa Amarela
O clássico infantojuvenil de Lygia Bojunga foi alvo de ataques do vereador Clayton Silva (PSC), de Limeira (SP), em 2019. Ele foi às redes sociais reclamar que o livro faz "apologia à ideologia de gênero" pelo fato de a protagonista manifestar a vontade de ser menino.
Foto: Reprodução/Casa Lygia Bojunga
O Diário de Anne Frank
Em 2021, pais de uma escola paulistana de classe média alta fizeram um abaixo-assinado para impedir que os filhos lessem a versão graphic novel do livro. Eles consideraram a obra "erótica" demais por abordar a reprodução sexual e a menstruação.
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A Volúpia do Pecado
Sua autora, Cassandra Rios (1932-2002), era chamada de "maldita" durante a ditadura militar. Vários de seus títulos foram censurados, como este que aborda o amor entre duas adolescentes e é considerado o primeiro romance lésbico do Brasil.
Foto: Reprodução/Skoob
O Menino que Espiava para Dentro
De Ana Maria Machado, o infantil foi acusado de fazer apologia ao suicídio em 2018. A autora sofreu um verdadeiro linchamento virtual na época e precisou explicar publicamente que o menino não morria, apenas viajava para o mundo da imaginação.
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Harry Potter e a Pedra Filosofal
Até a saga best-seller de J.K. Rowling enfrentou a ira conservadora de quem via a magia da obra como um incentivo à bruxaria e ao ocultismo. No Brasil, o site da comunidade católica Canção Nova entrou na onda e publicou artigos alertando sobre os perigos de Harry Potter na vida das crianças.
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Omo-Oba - Histórias de Princesas
O livro infantil de Kiusam Oliveira, que é Doutora em Educação pela USP, entrou na mira de pais da Escola Sesi, em Volta Redonda (RJ), incomodados com o fato de os filhos, alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I, tivessem contato com a "cultura africana".
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Aparelho Sexual & Cia.
"Bolsonaro inconscientemente queria divulgar meu livro sobre educação sexual", disse a escritora francesa Hélène Bruller sobre o fato de o ex-presidente ter criticado e associado a obra a um suposto "kit gay" em pleno "Jornal Nacional", da TV Globo, em 2018.
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Eu e o Governador
Também tida como "escritora maldita" durante os chamados Anos de Chumbo, Adelaide Carraro (1926-1992) provocou fúria ao mesclar sexo e política num livro autobiográfico sobre seu relacionamento com o ex-presidente Jânio Quadros.
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Estrangeira
De autoria de Sonia Rodrigues, filha do dramaturgo Nelson Rodrigues, a obra com temática LGBTQIA+ entrou, em 2020, em uma lista de livros que deveriam ficar longe das bibliotecas escolares de Rondônia. A ordem veio do coronel Marcos Rocha (PSL), bolsonarista e no comando da Secretaria Estadual de Educação na época.
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Banho!
O livro de Mariana Massarani fala de uma mãe indígena que tenta dar banho nos quatro filhos ao mesmo tempo, momento em que viajam na imaginação e encontram botos e sucuris. A nudez foi considerada "pornográfica" por assinantes do Clube de Leitura Quindim, em 2020.
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Enfim, Capivaras
A linguagem realista do livro juvenil da gaúcha Luísa Geisler, que já venceu o Prêmio Jabuti, a levou a ser desconvidada da feira do livro de Nova Hartz (RS), na qual já era um nome confirmado e esperado.
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O Segundo Sexo
A bíblia do feminismo assinada pela francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) entrou no dito "acervo da vergonha" da Fundação Palmares, em 2021. "São obras marxistas e bandidólatras", disse o infame Sérgio Camargo, diretor da fundação à época.
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Terra NÓS
Conteúdo de diversidade feito por gente diversa.
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