Histórias negras importam: Vai na Fé inova com representatividade

Novela redefine a maneira como os negros são vistos na TV

Foto: Divulgação/Rede Globo

Mocinho pé no chão

Ben (Samuel de Assis) é um advogado bem-sucedido que herdou o escritório do pai e entende o lugar de privilégio que ocupa, o que o torna empático e cheio de conflitos.

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Heroína real

Vivida por Sheron Menezzes, Sol faz sucesso por ter um perfil de protagonista inédito nas novelas: o de mulher negra na faixa dos 40 anos e evangélica. O dilema entre seguir seus desejos sem ferir a crença que segue fez com que caísse nas graças do público.

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Crítica social

Entre as problematizações envolvendo a população que a novela tem apresentado destaca-se o drama de Yuri (Jean Paulo Campos), que foi preso injustamente por causa de um reconhecimento facial por foto.

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Batalhadora

A maternidade solo e a solidão da mulher negra entram em cena através de Bruna (Carla Cristina Cardoso), que se desdobra para sustentar a casa enquanto a filha Kate (Clara Moneke) sonha com um futuro de riquezas.

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Sem caricatura

Marlene é uma viúva evangélica que adora ver TV. A religião é representada em "Vai na Fé" de forma natural, sem estereótipos e deboche. O papel é de Elisa Lucinda, atriz, poeta, escritora e ativista.

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Terreiro

As cenas em que Ben participa de um ritual de Candomblé tiveram repercussão positiva. Numa época em que volta e meia nos deparamos com episódios de intolerância e racismo religioso, ouvir uma mãe de santo falar abertamente sobre Exu em horário nobre rompeu padrões.

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"Cidadão de bem"

As barbaridades racistas soltadas por Theo (Emilio Dantas) chocam e levam à reflexão. Ele representa o que há de pior no homem branco conservador de classe alta no Brasil: hipócrita, preconceituoso e abusivo.

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Cotas raciais

Jenifer (Bela Campos) é uma das estudantes de Direito cotistas da novela. A trama faz questão de deixar claro que a entrada na faculdade via cotas raciais não encerra por si só a desigualdade social.

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Funk

"Vai na Fé" se destaca por mostrar o funk como um ritmo musical que é a cara do Brasil e que promove diversão, socialização e até ascensão social. Buchecha e Tati Quebra Barraco são alguns dos artistas celebrados na novela.

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Sem domésticas

Não há um só empregado doméstico em "Vai na Fé" - algo surpreendente na história da telenovela. Os personagens negros ocupam diversas atividades profissionais, como é o caso do jornalista Anthony Verão (Orlando Caldeira).

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Black romance

Raramente nas novelas a história de amor central é a de um casal negro - no máximo, o par é interracial. As cenas do namoro na juventude entre Sol e Ben emocionam e fazem com que os telespectadores desejem ver os dois juntos novamente.

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Negra Li

Evangélica, cantora, mulher negra e mãe: Negra Li não só inspirou a autora Rosane Svartman na criação de Sol, como ainda canta a música de abertura da novela.

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