Caso Robinho: ex-atacante nega estupro e acusa Justiça da Itália de racismo

Robinho disse ter provas de sua inocência e acusou a Justiça da Itália de racismo no processo em que o condenou a nove anos de prisão por estupro

Foto: Ivan Storti/Santos FC

“Só joguei quatro anos na Itália e já cansei de ver histórias de racismo. Infelizmente, isso tem até hoje. Foi em 2013, estamos em 2024. Os mesmos que não fazem nada com esse tipo de ato (racismo) são os mesmos que me condenaram”, afirmou.

Foto: Reprodução

“Se o meu julgamento fosse para um italiano branco, seria diferente. Sem dúvidas. Com a quantidade de provas que eu tenho, não seria condenado”, declarou em outro trecho da entrevista.

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Robinho alega que manteve relações sexuais com a vítima de forma consensual: “Tivemos uma relação sexual superficial e rápida. Em nenhum momento ela empurrou, falou ‘para’. Tinha outras pessoas no local. Quando vi que ela queria continuar com outros rapazes, eu fui embora para casa”.

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Em diversos momentos Robinho afirma que a vítima estava consciente na noite do crime - não estava embriagada - e que isso está comprovado no processo.

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Essa versão contradiz falas do próprio Robinho em áudios gravados pela Justiça da Itália. Nos grampos, o ex-atacante diz que a denunciante “estava completamente bêbada” e chega a dar risadas ao saber da acusação de estupro.

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“Por isso que estou rindo, eu não estou nem aí. A mina, a mina estava extremamente embriagada, não sabe nem que eu sou”, afirma Robinho nos grampos feitos pela Justiça da Itália e que foram revelados pelo portal UOL.

Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

Na entrevista à Record, Robinho se manifestou sobre essa contradição: “Os áudios foram um ano depois do ocorrido. Naquele contexto dos áudios, eu estava conversando com pessoas que não são confiáveis. Muita gente sempre se aproxima de jogador de futebol para arrancar dinheiro. Começaram com história de gravidez. Minha risada foi de indignação. Sei que não cometi crime. Não foi deboche da vítima”.

Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

“A pessoa que me acusa de algo tão grave e bárbaro, de estupro, ela lembra o que tinha acontecido no local, a cor da minha camisa, quantas pessoas estavam no lugar. Temos imagens de que ela estava combinando de se aproximar de mim logo após da minha esposa deixar o local… Ela não aparentou estar inconsciente. As provas mostram que ela não estava inconsciente”, completou.

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Na próxima quarta-feira, dia 20 de março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá julgar pedido das autoridades italianas para que Robinho cumpra a pena de prisão no Brasil.

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O caso será analisado pela Corte Especial do STJ, um colegiado composto pelos 15 ministros mais antigos do tribunal, em Brasília-DF.

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Francisco Falcão, relator do caso, será o primeiro a votar. O ministro determinou em março que Robinho entregasse o seu passaporte ao STJ e, desde então, o ex-jogador está proibido de sair do Brasil.

Foto: Divulgação/STJ

Os advogados de Robinho já avisaram que irão apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de derrota no STJ. Nesse cenário, os ministros da suprema corte irão decidir se acolhem o recurso e, em caso positivo, se a medida impede que a prisão passe a ser cumprida de imediato.

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Robinho foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual de grupo pela Corte de Cassação da Itália - a última instância do judiciário local. Na época, ele defendia o Milan. Ricardo Falco, amigo do ex-atleta, recebeu a mesma pena.

Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

A Justiça da Itália também condenou Robinho a indenizar a vítima no valor de 60 mil euros (R$ 323 mil).

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O caso ocorreu em 2013 em uma boate de Milão. A vítima da agressão sexual por parte de Robinho e amigos foi uma jovem de origem albanesa.

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Quando saiu a condenação definitiva, Robinho estava no Brasil e a Justiça italiana pediu a extradição do ex-jogador. No entanto, a Constituição brasileira veta no artigo quinto a extradição de cidadãos natos.

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Diante disso, as autoridades italianas pediram que Robinho cumpra a pena no Brasil. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisará a homologação da sentença do ex-jogador, que completou 40 anos no início de 2024.

Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

Em novembro de 2023, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu que Robinho cumpra a pena em solo brasileiro.

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No dia 5 de março, um grupo formado por mulheres e homens fez uma manifestação em praia de Santos, entre os bairros do Gonzaga e Embaré, pedindo a prisão de Robinho.

Foto: Divulgação

Recentemente, notícia de que Robinho participou de um churrasco de confraternização no CT provocou críticas à diretoria do Santos. O clube emitiu nota negando que o ex-jogador tenha sido convidado para a celebração e que estava no local acompanhando o filho Robson, que joga na equipe sub-17 do Alvinegro.

Foto: Ivan Storti/Santos FC

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Foto: Ivan Storti/Santos FC