Quem é
Laura Martins criou o blog Cadeira Voadora, em 2011, para falar da acessibilidade no turismo e compartilhar experiências de viagem. Autora do livro "Como organizar uma viagem com acessibilidade", é diretora de diversidade da Associação Brasileira de Blogs de Turismo (ABBV).
Foto: Acervo pessoal
Experiência
Na hora de reservar um hotel, ela diz que não basta levar apenas a norma técnica em conta. "A gente precisa se conhecer bem e se guiar pelas necessidades que a gente tem. Cada cadeirante é único", avisa ela, que conhece diversos destinos no Brasil e no mundo.
Foto: Marta Alencar
Hotel
"Preste atenção se o balcão de atendimento e o elevador são acessíveis, se o quarto fica próximo do elevador e se tem área de giro para cadeira de rodas dentro do quarto", explica Laura. A pia do banheiro precisa ser livre por baixo para aproximação da cadeira de rodas e as barras de segurança do banheiro devem estar bem colocadas.
Foto: Acervo pessoal
Segurança
"Se uma rampa for muito íngreme, a pessoa corre o risco de sofrer um acidente. Um piso que não seja antiderrapante no banheiro ou a falta de uma barra de segurança são um atentado contra a segurança, pois podem causar acidentes", explica.
Foto: Acervo pessoal
Cadeira de rodas
"A cadeira manual dá uma flexibilidade de visitar todo tipo de local. Se for uma cadeira mais estreita, entra em qualquer lugar. Por outro lado, uma cadeira motorizada ou uma scooter dão mais condições de fazer passeios longos sem cansar tanto. Tudo precisa ser considerado em função das necessidades de cada pessoa", conta.
Foto: Acervo pessoal
Escolha pessoal
"Quando comecei a viajar com frequência, fiz um esforço para poder comprar uma cadeira de rodas melhor, mais leve para ser tocada. Os rolamentos são bons, há mais ergonomia para poder pegar no aro e impulsionar. Um bom pneu também é mais difícil de furar".
Foto: Marta Alencar
Brasil
O país peca muito em acessibilidade, segundo Laura, que destaca negativamente Ouro Preto, em Minas Gerais, e Porto Seguro e Arraial d'Ajuda, na Bahia. "Me intriga como as cidades não investem nada em acessibilidade", pontua ela, que, entretanto, se encantou com a acessibilidade dos museus de Tiradentes (MG).
Foto: Acervo pessoal
Ajuda nem sempre ideal
"Cidades como Londres e Nova York valorizam a autonomia. As pessoas não são tão paternalistas quanto aqui no Brasil, por exemplo, que já saem querendo ajudar sem perguntar como. Eu já caí da cadeira de rodas porque a pessoa a pegou por trás, supostamente para poder me ajudar a atravessar uma rua", conta.
Foto: Acervo pessoal
Sapatos confortáveis
Mesmo que a pessoa cadeirante não tenha sensibilidade nos membros, sapatos apertados podem causar problemas como dores e espasmo.
Foto: Acervo pessoal
Viajar só
"É algo maravilhoso para o crescimento e autonomia, mas é preciso levar em consideração, no mínimo, se a pessoa dá conta de fazer sozinha as atividades diárias. E a segunda coisa que eu acho fundamental é ela ser sociável o suficiente para pedir ajuda caso necessite", aconselha.
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Terra NÓS
Conteúdo de diversidade feito por gente diversa
Foto: Acervo pessoal