A festa junina é um momento para as pessoas se divertirem e viverem experiências com as quais elas não estão acostumadas na cidade, como roupas quadriculadas e comidas típicas da zona rural. Mas o evento também é um momento para setores da economia lucrarem.
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Lojas de festas e decorações, papelarias, armarinhos e distribuidoras de doces são alguns dos setores da economia que veem os números melhorarem consideravelmente no período próximo da celebração.
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Um exemplo aconteceu em 2022. Isabela Parente é proprietária da Petit Monté, um estabelecimento de locação de itens para festas em Sobradinho (DF). Em entrevista ao Correio Braziliense, ela disse que viu a demanda praticamente dobrar. Ela destacou que a procura pelos produtos relacionados à festa junina começou em abril.
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Na mesma reportagem, Maria de Fátima, vendedora da Casa & Festa, também contou que viu seu comércio melhorar com a chegada das festas juninas. Ela é de Taguatinga (DF). A lojista disse que os produtos mais procurados pelo público são os chapéus, as bandeirolas e os balões.
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E Mayara Lúcia, da distribuidora de doces Big Big, no Gama (DF), apontou os principais produtos para o aumento dos lucros. "Doces de amendoim, doce de leite e doce de abóbora, além de bandeirolas, TNT de chita, balões de papel de seda e itens de palha, como chapéus, saíram muito".
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Vale lembrar que muitos desses comerciantes tiveram que esperar pacientemente pelo controle e o fim da pandemia da Covid-19. Para se ter uma ideia, em 2020, primeiro ano da emergência sanitária, houve queda de 43% nas vendas em relação ao ano de 2019.
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Depois do impacto negativo de 2020 e 2021, por conta da pandemia, os números melhoraram em 2022 também no comércio online.
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De acordo com um levantamento da OLX, a quantidade de anúncios de itens relacionados à festa junina subiu 85% em junho em comparação ao mês anterior. O aumento foi de 225% na procura e de 396% nas vendas.
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Em 2016, Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo na época, destacou a potência da data: “O São João é a festa popular mais celebrada pelos brasileiros depois do Carnaval, com forte impacto nas economias locais".
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O papel econômico, com geração de empregos e renda nas cidades, fez com que o Ministério do Turismo da época investisse aproximadamente R$ 6,2 milhões para a estruturação das festas juninas por todo o Brasil.
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Em maio deste ano, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), lançou o programa Minas Junina, que está relacionado diretamente com a chegada de turistas ao estado para aproveitarem as festas juninas.
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A ideia é fazer com que os turistas da região tenham, de maneira acessível, todas as informações sobre as celebrações juninas e, assim, consigam fomentar a economia enquanto se divertem.
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No comparativo de junho de 2022 com o mesmo período de 2021, mais aumento. A quantidade de anúncios teve crescimento de 75%, enquanto que o de procura e venda cresceu 172%. Entre os itens mais desejados, estavam vestidos, chapéus e cestas relacionadas à festa junina.
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Sérgio de Paula e Silva Júnior, subsecretário de Estado de Turismo, afirmou que a expectativa para esse ano é dobrar a quantidade de pessoas no período: “Nós estamos projetando um fluxo de 6 milhões de pessoas para as festas juninas mineiras”.
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Em Mossoró (RN), a data costuma levar mais de um milhão de pessoas, sendo essa considerada uma das maiores festas de São João do Brasil.
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Animação parecida com Maceió, capital de Alagoas. De acordo com a prefeitura, há estimativa de um crescimento de aproximadamente 17% na média ocupação em hotéis, comparado com o mesmo período em 2022.
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Já na Bahia, a expectativa é de que o período junino seja o maior do estado. As comemorações devem alcançar mais de 400 municípios da região, fomentando o fluxo turístico em junho deste ano.
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