Os intérpretes das escolas do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo; confira
Foto: Rafael Neddermeyer/LIGASP/Fotos Públicas
O Carnaval de São Paulo chega a 2026 com a expectativa lá no alto. Além dos ricos enredos que exploram temas dos mais variados, os intérpretes de cada uma das 14 escolas de samba do Grupo Especial terão papel fundamental em conduzir a emoção nas duas noites de desfiles no Sambódromo do Anhembi.
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Com vozes potentes e trajetórias marcadas por dedicação, eles não apenas cantam os sambas-enredo, mas também conectam público e escola em uma experiência coletiva.
Foto: Divulgação/ Rafael Neddermeyer/LIGASP/Fotos Públicas
Assim, cada apresentação se torna única, já que o canto conduzido pelos intérpretes é o fio que costura a narrativa, mantendo o ritmo e a energia viva do início ao fim.
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Portanto, conhecer quem são esses artistas é mergulhar na essência do espetáculo e compreender como suas histórias se entrelaçam com a tradição do samba.
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Ste Oliveira, Gui Cruz e Emerson Dias — A Mocidade Unida da Mooca, estreante no grupo especial, apresenta o enredo “GÈLÈDÉS- Agbara Obinrin”, em exaltação ao “Geledés – Instituto da Mulher Negra”, criado por Sueli Carneiro. O desfile espera celebrar e destacar o poder da mulher negra na avenida.
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Léo do Cavaco — A Colorado do Brás, com “A Bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”, mergulha no universo das bruxas para dar novo significado ao termo e valorizar essas mulheres que, ao longo dos séculos, foram alvo de perseguições. A escola propõe uma visão renovada sobre tais figuras históricas.
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Renê Sobral — Pela primeira vez, a Dragões da Real levará um tema indígena à Avenida com “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”. A escola fará uma viagem ao universo amazônico, inspirado nessas mulheres que viviam às margens do Rio Amazonas em uma comunidade feminina.
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Celsinho Mody — A Acadêmicos do Tatuapé traz o enredo “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, propondo reflexão sobre a trajetória da agricultura e os desafios ligados à posse da terra.
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Carlos Jr. — Vencedora do Carnaval 2025, a Rosas de Ouro traz a astrologia como inspiração em seu enredo “Escrito nas Estrelas”. A escola pretende narrar a jornada desde a criação do universo até o instante em que diferentes povos passaram a interpretar os astros como guia.
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Luiz Felipe — O Vai-Vai apresenta o enredo “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, em celebração aos estúdios de cinema Vera Cruz, além de prestar tributo à cidade e à população de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
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Dodô Ananias e Rafael Tinguinha — Em conclusão à primeira noite de desfiles, a Faculdade do Samba Barroca presta tributo a Oxum, divindade das águas doces, associada à fertilidade, ao amor e à beleza, com o enredo “Oro Mi Maió Oxum”.
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Emerson Dias — De olho no quarto título do Grupo Especial, a Império de Casa Verde traz “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”, que busca valorizar o protagonismo feminino. Exalta a trajetória das escravizadas de ganho e os balangandãs, adornos que se tornaram símbolos de luta, identidade e resistência na história do Brasil.
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Douglinhas Aguiar e Serginho do Porto — A Águia de Ouro anuncia um voo rumo à liberdade, tendo Amsterdã (Holanda) como inspiração de seu enredo “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”. Por um portal encantado, serão apresentados símbolos que retratam laços entre brasileiros e holandeses.
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Igor Sorriso — A Mocidade Alegre homenageia Léa Garcia com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”. O desfile narra sua trajetória pioneira e o protagonismo negro, lembrando a atriz que obteve reconhecimento — inclusive internacional — em papéis marcantes, como na clássica novela “Escrava Isaura”.
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Ernesto Teixeira — A Gaviões da Fiel enaltece a força e a herança dos povos indígenas com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”. A escola direciona seu olhar para o futuro, destacando a defesa das florestas e valorizando a resistência e o protagonismo dos povos originários.
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Grazzi Brasil e Darlan Alves — No seu terceiro ano no Grupo Especial, a Estrela do Terceiro Milênio celebra o sambista e compositor Paulo César Pinheiro, com o enredo “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”.
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Leozinho Nunes — A Tom Maior, vencedora do Grupo de Acesso I em 2025, levará ao Anhembi uma carta de Chico Xavier como inspiração para o enredo “Chico Xavier. Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”. O desfile destacará tanto a vida e obra do médium quanto a cidade mineira de Uberaba.
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Charles Silva — O Camisa Verde e Branco levará para a avenida o enredo “Abre Caminhos”, exaltando as múltiplas formas de manifestação de Exu, divindade que protege as encruzilhadas, os trajetos e a comunicação. A escola ainda presta tributo à formação de seus cultos e ao fortalecimento da fé dedicada a esse orixá no Brasil.
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