Sophia Loren completou 92 anos em 20 de setembro de 2026. Com mais de sete décadas ligadas ao cinema italiano e internacional, a atriz tem uma carreira admirada por crítica e público. Nascida Sofia Villani Scicolone, em Roma, em 1934, ela passou a infância em condições de pobreza durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Criada pela mãe, Romilda Villani, ao lado da irmã, viveu parte desse período em Pozzuoli, perto de Nápoles. As dificuldades da infância iriam contrastar mais tarde com a imagem de sofisticação que ela construiria como uma das maiores estrelas das telonas.
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A aproximação com o mundo artístico aconteceu ainda na adolescência, quando Sophia participou de concursos de beleza e começou a conquistar pequenos trabalhos no cinema italiano. Foi nesse período que adotou o nome artístico pelo qual se tornaria conhecida mundialmente. O produtor Carlo Ponti teve papel decisivo na consolidação de sua carreira, tornando-se também seu companheiro e, posteriormente, marido. A partir dos anos 1950, a atriz passou a receber papéis de maior destaque e rapidamente deixou de ser apenas uma promessa do cinema italiano.
Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons
A projeção internacional veio com produções que a colocaram ao lado de alguns dos principais astros de Hollywood. Sophia trabalhou com nomes como Cary Grant (foto), Frank Sinatra, Gregory Peck, Marlon Brando e Paul Newman, alternando filmes produzidos nos Estados Unidos e na Europa. A beleza tornou-se parte marcante de sua imagem pública, mas a atriz também buscou personagens dramáticos capazes de evidenciar seu alcance como intérprete. Essa combinação ajudou a transformar uma jovem estrela italiana em uma personalidade reconhecida em diferentes mercados cinematográficos.
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O ponto mais importante dessa primeira fase ocorreu com “Duas Mulheres”, dirigido por Vittorio De Sica e lançado em 1960. Pela interpretação de Cesira, uma mãe que tenta proteger a filha em meio aos horrores da guerra, Sophia recebeu o Oscar de Melhor Atriz em 1961. Ela se tornou a primeira intérprete a conquistar a estatueta nessa categoria por uma atuação em língua não inglesa, feito que permanece como um dos marcos de sua carreira. O reconhecimento também consolidou sua posição entre as principais atrizes de sua geração.
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Nos anos seguintes, Sophia ampliou a variedade de seus trabalhos e participou de filmes que se tornaram referências do cinema italiano. Entre eles estão “Ontem, Hoje e Amanhã”, “Matrimônio à Italiana” e “Os Girassóis da Rússia”, além de novas colaborações com Marcello Mastroianni. A parceria dos dois produziu alguns dos encontros mais lembrados do cinema italiano, combinando comédia, drama e crítica de costumes. Ao longo da carreira, Loren também acumulou seis prêmios David di Donatello de Melhor Atriz, além de outras importantes distinções.
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A vida pessoal também ocupou espaço importante na trajetória da atriz, especialmente a relação com Carlo Ponti e a maternidade. Depois de enfrentar dificuldades para ter filhos, Sophia tornou-se mãe de Carlo Jr. e Edoardo, que posteriormente seguiram caminhos ligados às artes. Com o passar dos anos, ela reduziu a frequência de trabalhos no cinema e passou a dedicar mais tempo à família. Sua autobiografia, publicada em 2014, recupera episódios da infância, da carreira, dos relacionamentos e da experiência de construir uma família sob intensa exposição pública.
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A atriz também registrou nas memórias uma reflexão sobre a passagem do tempo que ganhou destaque ao longo dos anos: "Envelhecer pode ser agradável e até divertido, se você souber usar o tempo, se está satisfeito com o que conseguiu e se continua sonhando". O livro “Ontem, hoje e amanhã - a minha vida” reúne lembranças de diferentes momentos de sua existência e foi lançado em 2014. A obra apresenta uma Sophia que revisita tanto os períodos de dificuldades quanto a transformação em estrela internacional. O relato ajuda a compreender como a própria atriz interpreta uma carreira construída entre o cinema, a família e a vida pública.
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Mesmo com uma presença cada vez mais seletiva nas telas, Sophia Loren voltou ao cinema em 2020, aos 86 anos, no filme “Rosa e Momo”, dirigido por seu filho Edoardo Ponti. Na produção, interpretou Madame Rosa, uma sobrevivente do Holocausto que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade. O trabalho marcou seu retorno ao protagonismo cinematográfico depois de um longo intervalo e reafirmou a importância de sua presença na história do cinema.
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