Pioneiro da TV Globo, Gracindo Jr. morre aos 83 anos e deixa legado de mais de 50 anos; relembre seus trabalhos marcantes
Foto: Divulgação/TV Globo
Ator, diretor e filho de outro artista consagrado, Gracindo Jr. morreu aos 83 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais. Ele teve uma carreira de mais de cinco décadas no teatro, na televisão, no rádio e no cinema, além de fazer parte do primeiro elenco da TV Globo.
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Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, em 21 de maio de 1943, no Rio, ele chegou a cursar psicologia, mas escolheu seguir os passos do pai, Paulo Gracindo, e dedicar-se à carreira artística. Aos 15 anos, conseguiu uma oportunidade na Rádio Nacional, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei.
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Dois anos depois, estreou nos palcos com a peça “A Escada”, de Oswald de Andrade. Antes mesmo da inauguração da Globo, em 1965, Gracindo Jr. já havia sido contratado pela emissora e participou de algumas das primeiras novelas de sua história, entre elas “Rosinha do Sobrado” (foto), de 1965, “Padre Tião”, de 1966, e “Os Ossos do Barão”, esta última ao lado do pai em 1973.
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A parceria entre os dois também aconteceu em “O Bem-Amado”, de 1973, e “O Casarão”, de 1976, produções nas quais interpretaram diferentes fases do mesmo personagem. Na segunda, ele interpreta o pintor João Maciel em um dos trabalhos mais marcantes de sua carreira.
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Em 1990, fez uma participação em “Rainha da Sucata”, e em 1992 interpretou Heitor Garcia em “Deus nos Acuda”. Também atuou em “Explode Coração”, de 1995, "Esperança", de 2002, e “Celebridade”, de 2003, quando viveu Ubaldo Quintela.
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Como ator, Gracindo Jr. também trabalhou em novelas da Rede Record, como "Louca Paixão", de 1999, "Cidadão Brasileiro", de 2006, "Rei Davi", quando viveu o Rei Saul em 2012, e "Plano Alto", exibida em 2014. Na Rede Manchete, formou par romântico com Maitê Proença em "A Marquesa de Santos" (foto), de 1984.
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Além da atuação, Gracindo Jr. teve destaque atrás das câmeras e dirigiu trabalhos como a novela “Marron-Glacé”, de 1983, e o programa “Os Trapalhões”, entre 1983 e 1984. O artista também participou da criação e da apresentação dos primeiros videoclipes de músicos brasileiros transmitidos pelo “Fantástico”.
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Um de seus últimos trabalhos na TV foi na 3ª temporada da série "Magnífica 70", exibida em 2018 pela HBO Brasil. No cinema, participou de vários filmes como "Os Homens Que Eu Tive", de 1980, e "A Hora Marcada, de 2000. Gracindo Jr. deixa a esposa, Daisy Poli, com quem vivia há mais de 50 anos, e três filhos.
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