Bete Mendes entra para o elenco do filme Nau de Urano

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Bete Mendes está no elenco de “Nau de Urano”. No filme, ela interpretará a mãe do poeta maranhense Nauro Machado, personagem vivido por Matheus Nachtergaele. O elenco ainda conta com Dani Barros, que dará vida à esposa do protagonista, e com Nanego Lira e Buda Lira, que interpretarão seus irmãos. Dirigido por Frederico Machado e Helena Machado, filho e sobrinha do poeta, respectivamente, o longa acompanhará a trajetória de Nauro desde a infância até a morte e abordará momentos marcantes de sua vida, como a perda do pai, o alcoolismo e sua ascensão na literatura.

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O último trabalho da atriz foi “Vermelho Sangue”, em 2025, série original do Globoplay. A produção foi renovada para a segunda temporada, com estreia prevista para 2026, e é uma das mais aguardadas do ano, segundo votação no Gshow. A série acompanha a história de duas mulheres, Luna e Flora, em uma narrativa que envolve criaturas sobrenaturais, como vampiros e lobisomens. Na trama, Bete Mendes interpretou a avó de Flora, personagem de Alanis Guillen.

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Também em 2025, Bete Mendes contou, em entrevistas, que é muito grata à atriz Débora Duarte. Isso porque, quando foi gravar sua primeira novela, a TV Tupi não tinha dinheiro para comprar os figurinos, então Débora, que era a protagonista, montou o figurino de sua personagem com as próprias roupas.

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Conheça mais sobre Bete Mendes, cujo nome de batismo é Elizabeth Mendes de Oliveira. Nascida no dia 11 de maio de 1949, em Santos, São Paulo, ela construiu carreira como atriz e também na política, sendo conhecida por atuar em produções como “O Rebu”, “Tiet”, “Rei do Gado”, “O Casarão”, “Sinhazinha Flô”, “A Casa das Sete Mulheres”, entre outras.

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Ela é filha do suboficial da Aeronáutica Osmar Pires de Oliveira e de Maria Mendes de Oliveira e é formada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo. Bete Mendes iniciou a carreira como atriz profissional no teatro, em 1968, na peça “A Cozinha” e, logo depois, estreou na televisão.

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Ainda em 1968, estreou na televisão na novela “Beto Rockfeller”, da TV Tupi, produção que marcou a teledramaturgia brasileira. Depois, reprisou o papel em “A Volta de Beto Rockfeller”. Em 1974, estreou na TV Globo na novela “O Rebu” e, a partir daí, integrou o elenco de diversas produções da emissora.

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Assim, atuou em novelas e séries como “Tieta”, “Simplesmente Maria”, “Sinhazinha Flô”, “O Tempo e o Vento”, “Anos Rebeldes”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Aquarela do Brasil”, “A Casa das Sete Mulheres”, “América”, “Páginas da Vida”, “Caras e Bocas”, “Flor do Caribe”, “Os Dias Eram Assim”, “Tempo de Amar”, “Garota do Momento”, entre outras.

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Além disso, ao longo da sua carreira, também trabalhou em outras emissoras do país, como a extinta TV Manchete, onde atuou na novela “Brida”, a Bandeirantes, onde atuou nas novelas “Pé de Vento” e “Dulcinéia Vai à Guerra”, e SBT, onde integrou o elenco da novela “Seus Olhos”.

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A atriz também tem em sua filmografia dezenas de filmes, como “As Delícias da Vida”, “Amantes da Chuva”, “J. S. Brown, o Último Herói do Gibi”, “Eles Não Usam Black-Tie”, “Insônia”, “A Cobra Fumou”, “Vestido de Noiva”, “Brasília 18%”, “Aparecida - O Milagre”, “Vazio Coração”, “Introdução à Música do Sangue” e “Vítimas do Dia”.

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Assim como nos palcos, Bete Mendes também construiu uma trajetória de destaque no teatro ao longo da carreira e participou de montagens importantes, como “Desgraças de uma Criança”, “Gota d’Água”, “A Morte de Danton”, “A Calça”, “Pegue e Não Pague”, “À Luz da Lua”, “Momentos, Beijos”, “Bárbara do Crato”, “Anjo Negro”, entre outras.

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Bete Mendes também se dedicou à política ao longo da vida. Ela foi presa em 1970, durante a ditadura militar. Depois, foi absolvida e libertada, embora tenha precisado abandonar o curso de Sociologia que cursava na época. Mesmo assim, continuou participando de movimentos sociais e sindicais.

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Ela também foi fundadora do Partido dos Trabalhadores e, pela sigla, foi eleita deputada federal entre 1983 e 1987, mas acabou expulsa do partido. Posteriormente, foi eleita novamente, desta vez pelo PMDB, e participou da Constituinte de 1987. Também ocupou cargos em governos ligados à área da cultura.

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